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Top 10: Os shows imperdíveis do segundo semestre lá no Brasil

Os shows internacionais continuam apenas pingando por estas terras. Ainda teremos Roger Waters por aqui este ano, mas a maioria e os mais interessantes estrangeiros vão se apresentar fora da Bahia. Temos ótimas opções neste segundo semestre, com nomes novos, veteranos, mais obscuros ou bastante conhecidos. Vejam os dez shows que todo mundo deveria ver nesta metade final do ano lá no Brasil.

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Father John Misty

25 de agosto – Rio de Janeiro (Queremos! Festival)
25 de agosto – São Paulo (Memorial da América Latina – Auditório Simón Bolívar)

Pela primeira vez o público brasileiro vai poder conferir ao vivo o show de um dos nomes mais interessantes do indie folk atual, Father John Misty. Trata-se do projeto de Josh Tillman (ex-Fleet Foxes), que vai apresentar seu recém lançado álbum, ‘God’s Favourite Customer’. A turnê sul-americana passa por Rio de Janeiro e São Paulo e inclui ainda shows em Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Além do novo trabalho, não deve faltar no repertório canções dos três discos anteriores ‘Fear Fun’ (2012), ‘I Love You, Honeybear’ (2015) e ‘Pure Comedy’ (2017). No Rio, o show integra o Queremos Festival, que terá ainda Animal Collective, BaianaSystem, Boogarins, Cut Copy, Ionnalee/Iamamiwhoami, Rincon Sapiência, Rubel e Xênia França

Mark Lanegan

8 de setembro – São Paulo (Cine Joia)

Mark Lanegan ficou conhecido com a explosão do grunge, à frente da banda Screaming Trees. De lá pra cá lançou mais de dez discos, entre trabalhos solos e parcerias, flertou com o Queens of the Stone Age e se tornou um dos grandes cantores do rock da atualidade. Ano passado ele lançou Gargoyle’, um álbum de synthpop intenso e melancólico, que conta com participações de gente do calibre de Josh Homme e Greg Dulli (The Afghan Whigs). Vindo com alguma frequência ao Brasil, ele vem desta vez com um trio e prometeu que vai tocar “músicas calmas”.

Killing Joke

23 de setembro – São Paulo (Carioca Club)

Três vezes o Killing Joke chegou a anunciar que viria ao Brasil. Nas três vezes as turnês foram canceladas. Agora tudo parece que vai dar certo e finalmente o público brasileiro vai poder assistir ao vivo um dos maiores ícones do pós-punk mundial. A oportunidade será única. A banda está comemorando os 40 anos com a turnê Laugh At Your Peril – Fortieth Anniversary World Tour 2018, que na América do Sul passa por Argentina, Chile, Peru e Brasil, em show único em São Paulo. O melhor de tudo é que a turnê será com a formação original, com Geordie (guitarra), Youth (baixo), Paul Ferguson (bateria) e o performático e carismático Jaz Coleman nos vocais. Com uma sonoridade baseada em industrial, pós punk, new wave e gótico, o Killing Joke influenciou bandas como Nirvana, Mettalica, Soundgarden e Foo Fighters.

Nick Cave

14 de Outubro – São Paulo (Espaço das Américas)

Há muitos anos, os fãs aguardam a volta de Nick Cave ao Brasil. A única vinda do bardo por estas terras havia sido em 1989, deixando inclusive um débito com Salvador (leia mais aqui). Durante este tempo, ele aumentou ainda mais o culto em torno de sua obra. Cantor e compositor, mas também poeta, roteirista e ator, Cave já lançou 16 álbuns na carreira, sempre ao lado da banda The Bad Seeds, e vive um de seus melhores momentos. O australiano vem de uma sequência de bons discos e traz ao Brasil a turnê do elogiado ‘Skeleton Tree’, lançado em 2016. Recentemente ele lançou também a coletânea, ‘Lovely Creatures – The Best of Nick Cave & the Bad Seeds 1984 – 2014’, que inclui gravações de várias épocas e algumas faixas inéditas. Antes de chegar a São Paulo, a turnê do cantor pela América do Sul passa por Santiago (Chile), Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina).

Built to Spill

8 de novembro – Belo Horizonte (Festival Música Quente)
9 de novembro – São Paulo (Fabrique Club)

O Built to Spill é daquelas bandas quase obscuras, mas querida por um séquito de fãs, que sempre manteve vivo o desejo de vê-la no palco. Surgida há mais de 25 anos, ela nunca aparecia nas especulações de festivais ou de shows programados para acontecer no Brasil. Agora, finalmente, o público vai assistir ao indie-rock intenso e melancólico, carregado de guitarras lo-fi, que marca a sonoridade da banda. Criado por Doug Martsch, vocalista, guitarrista, compositor e único integrante fixo, o Built to Spill tem nove discos lançados, sendo o mais recente deles ‘Untethered Moon’ de 2015.  

Blondie

15 de novembro – São Paulo (Popload Festival)

É até difícil de acreditar que o Blondie nunca tenha se apresentado no Brasil. O grupo foi um dos pioneiros do punk rock e new wave e estourou com músicas como “Call Me”, “Atomic” e, especialmente, “Heart of Glass”. A vocalista Debbie Harry acabou influenciando meio mundo de garotas, de Madonna a Lady Gaga. Depois de uma parada de mais de 15 anos, o grupo voltou em 1999 e vem lançando discos com uma razoável periodicidade. O último foi ‘Pollinator’ de 2017. Nos shows mais recentes, a banda tem mesclado hits da carreira e música dos últimos trabalhos. O único show no Brasil será dentro do Popload Festival, que terá ainda Lorde, MGMT, Death Cab For Cutie, At The Drive-In, Letrux e uma apresentação conjunta de Tim Bernardes com Mallu Magalhães.

At the Drive In

15 de novembro – São Paulo (Popload Festival)
17 de novembro – Rio de Janeiro (Circo Voador)
18 de novembro – Porto Alegre (Opinião)

Considerado um dos shows mais explosivos do planeta, o At the Drive-In vai finalmente mostrar o motivo de sua fama para o público brasileiro. Formada em 1994, na cidade de El Paso, Texas, a banda é marcada por uma sonoridade agressiva e letras politizadas, e é um dos principais nomes do post-hardcore. Composta por Cedric Bixler (vocal), Omar Rodriguez (guitarra), Jim Ward (guitarra), Paul Hinojos (baixo) e Tony Hajjar (bateria), o grupo começou a chamar atenção desde o surgimento, ainda na fase de EPs. Foram apenas quatro discos lançados durante a carreira, sendo que três deles antes de anunciar o encerramento das atividades em 2001. Nesse período, Cedric e Omar criaram o The Mars Volta, enquanto Jim, Paul e Tony formaram o Sparta. Em 2012, eles se reuniram para alguns shows em festivais, e, em 2016, o retorno se consolidou definitivamente, com o anúncio de um novo disco. O novo trabalho, ‘in • ter a • li • a’ foi lançado em 2017, dezessete anos depois do anterior, ‘Relationship of Command’. O show em São Paulo integra o Popload Festival, que além da banda, terá Blondie Lorde, MGMT, Death Cab For Cutie, Letrux e uma apresentação conjunta de Tim Bernardes com Mallu Magalhães. A turnê pela América do Sul inclui ainda duas apresentações em Santiago (Chile) e outra em Buenos Aires (Argentina).

Thee oh Sees

28 de novembro – Porto Alegre
29 de novembro – Sao Paulo
01 de dezembro – Brasília

Para quem anda sintonizado com o rock psicodélico atual, um dos responsáveis por reativar essa cena foi a banda californiana Thee Oh Sees, que recentemente resolveu ser chamada apenas de Oh Sees. Formado em 1997, em San Francisco, na Califórnia, por John Dwyer, inicialmente como projeto solo, o grupo tem como característica as guitarras viajantes, mas também distorção punk, bateria acelerada e uma mistura com noise, art e post punk. O fato é que o espírito garageiro é quem domina aqui. Em 20 anos de carreira já são mais de 10 lançamentos, com um álbum novo programado para sair no próximo dia 17 de agosto. Trata-se de ‘Smote Reverser’, disco que eles anunciam como um trabalho repleto de fantasia e psicodelia, e que vai ser o mote da turnê que chega ao Brasil. Esse retorno ao país, vem depois de uma turnê cancelada em 2015 por motivos pessoais. Antes de chegar ao Brasil, para shows em Porto Alegre, São Paulo e Brasília, a turnê sul-americana da banda vai passar por Lima (Peru), Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile).

Morrissey

30 de novembro – Rio de Janeiro
2 de dezembro – São Paulo

Mesmo com tantas declarações reprováveis dadas nos últimos tempos, Morrissey continua sendo um dos grandes mitos vivos do rock. O ex-líder dos Smiths volta ao Brasil com a turnê “Low in High School”, do álbum lançado em 2017. Nos últimos shows, além das músicas mais novas, o cantor cantou também sucessos de sua carreira solo (como “Suedehead” e “Everyday Is Like Sunday”), de sua ex-banda (“How Soon Is Now?” e “I Started Something I Couldn’t Finish”) e versões de gente como Elvis Presley (“You’ll Be Gone”), Ramones (“Judy Is a Punk”) e Pretenders (“Back on the Chain Gang”). Morrissey já veio algumas vezes ao Brasil, a primeira em março de 2000. Acabou voltando em outras oportunidades, sendo a última em 2015. Há, no entanto, um histórico de cancelamentos que assusta os fãs. Em 2013, por exemplo, cancelou shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Um site chegou a compilar este números: 289 vezes os shows anunciados pelo cantor não aconteceram como originalmente anunciado. Esta semana, adiou na última hora as datas de sua turnê britânica e europeia que iniciaria em dois dias. Ano passado, cancelou um show na Califórnia por causa do frio. Essa figura excêntrica é, no entanto, um dos responsáveis pelo culto ao The Smiths, que nos anos 1980 lançou discos venerados, como ‘Meat Is Murder’ (de 1985) e ‘The Queen Is Dead (1986). A carreira solo, que está completando 30 anos este ano, é marcada pelo lançamento do álbum ‘Viva Hate’, em 1988.

L7

1º de dezembro – Rio de Janeiro (Circo Voador)
2 de dezembro – São Paulo (Tropical Butantã)

No auge do grunge, o L7 despontava como a representante feminina dentro daquele movimento predominantemente masculino. A banda já existia há algum tempo, com dois discos lançados, e tinha um som com influências que passavam por Black Flag, Joan Jett, Slayer e Motörhead. Mas foi ‘Bricks are Heavy’, lançado em 1992, que colocou o grupo definitivamente no radar e na mesma prateleira de Nirvana, Pearl Jam, entre outros. Foi em plena explosão mundial do grunge, em 1993, que o Brasil recebeu o L7 no festival Hollywood Rock, ao lado de Nirvana, Alice in Chains e Red Hot. 25 anos depois, a banda volta para dois shows no Brasil, marcando seu retorno definitivo. Isso porque, depois de encerrar as atividades em 2001, o L7 voltou aos palcos em 2015, lançou o single “Dispatch From Mar-a-Lago” em 2017 (o primeiro registro em 18 anos), e prepara um novo disco ainda para este ano. O melhor, a banda está reunida com a sua formação original: Donita Sparks, Suzi Gardner, Dee Plakas e Jennifer Finch. Pioneira do hard rock feminista, com suas guitarras distorcidas e letras contestadoras, o L7 foi uma grande referência para o movimento Riot Grrrl dos anos 90.

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