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Exclusivo: Banda Zuhri une Rap e Jazz em seu primeiro EP

Quem está atento às movimentações no cenário musical de Salvador já deve ter ouvido falar na festa Classudos RapJazz. Depois de dois anos apresentando sua mistura de Rap e Jazz no projeto, a banda Zuhri está lançando seu primeiro EP.. O grupo está disponibilizando Andamento para audição nas principais plataformas digitais (Spotify, Deezer, YouTube). O disco também pode ser ouvido e baixado gratuitamente aqui no el Cabong.

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O EP traz cinco faixas, incluindo os dois singles já lançados pelo grupo, “Me Ganhou” e “Ruim Não Tá”. A primeira fala de respeito e do amor bem vivido, dos relacionamentos saudáveis, sejam hetero ou homoafetivo. Nele, a bandas mostra uma sonoridade dançante, com muito groove e um naipe de sopros, enquanto os MCs lançam suas rimas cheio de referências. Em “Ruim Não Tá” a Zuhri traz num ritmo mais cadenciado, carregado de soul music, um discurso positivo, tentando enxergar o lado bom da vida, mesmo que as circunstâncias não sejam as mais favoráveis.

“Não Há Quem RaZuhri” (escrito dessa forma numa alusão ao nome da banda) traz três mensagens diferentes que se amarram num refrão, com batidas quebradas, e guitarras e sopros entrecortando as rimas, enquanto a cozinha garante o groove. “Surtos e Prepotência”” revela um lado espiritual do grupo e o poder do pensamento e das energias. Por último, “Blue Note” também dá uma boa ideia da proposta do grupo. Mostra que a Zuhri quer ir além do óbvio, sinalizando influências musicais, tanto na letra, quanto na sonoridade. Rimas certeiras, por cima de jazz, soul, groove, charme, sensualidade, batidas firmes e precisas, entrecortadas por guitarras, sopros e teclados.

Além do óbvio

A Zuhri traz na linha de frente os Mc’s Cosca, Representativo e Faster, responsáveis pelas rimas e poesia. Enquanto João Paulo Rangel (bateria) e Felipe Pires (contra-baixo e teclado) são os homens do ritmo. Eles sustentam uma cozinha carregada de balanço para Jad Venttura (guitarra), Thauan Fulero (trombone) e Lucas Decliê (saxofone) desfilarem os timbres, harmonias e as sutis e precisas interferências. Foi com essa formação que o grupo gravou EP e hoje segue com a festa Classudos Rap Jazz. A palavra Zuhri foi tirada do dialeto africano swahili e significa “Enxergar além do óbvio”. É o que a banda propõe, ir além do Rap marcado por beats e rimas. Inserindo nisso uma som mais orgânico e referências a outras sonoridades negras, especialmente, jazz e soul.

O resultado está condensado nesse trabalho de estreia, como eles mesmo dizem na faixa “Blue Note”: “Malandragem, charme e ritmo”. O nome do EP Andamento acaba resumindo de maneira sintética e dúbia o conceito geral do EP. “Andamento simboliza o balanço das nossas músicas, o andamento no sentido musical e da mensagem. Mas, a palavra representa também o andamento da gente como banda, os nossos primeiros passos, aonde a gente quer chegar, os caminhos que estamos criando”, explica o Mc Cosca.

Ouça ou baixe o EP:

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