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Coquetel Molotov estreia com pé direito em Salvador

publico - coquetel  - Foto João Milet Meirelles

Salvador recebeu no último fim de semana, pela primeira vez, uma etapa do Festival No Ar Coquetel Molotov, que tem origem em Recife e chegou esse ano a sua sétima edição. Durante três dias, o evento serviu para dizer muito sobre Salvador e seu público e levantar a eterna questão sobre a possibilidade de se fazer eventos desse porte na cidade. Com uma divulgação razoável, preços bastante honestos e uma programação apetitosa, cerca de 3.700 pessoas compareceram à estreia do Coquetel Molotov por terras baianas.

O pensamento em certo momento era: “o que as pessoas vão procurar para falar mal?”. Mesmo com um resultado bastante positivo, o esporte preferido do baiano encontrou alguns espaços. Com as duas noites principais focadas na Concha Acústica, o festival recebeu um bom público no sábado (2.283 pessoas, sendo 1.650 pagantes, segundo o borderô oficial), puxado, na maior parte, pela cantora Céu. Quem abriu a noite foram os baianos da Dubstereo que liderados por dois bons MCs, Russo Passapusso e Fael, mandaram muito bem seu misto de dub, dancehall, reggae, hip hop e até funk carioca, pra uma Concha ainda vazia. Funcionou perfeitamente para esquentar a noite, mostrando porque o dub é um dos estilos que mais tem ganhado força por aqui e que temos mais uma banda para se apresentar em qualquer lugar.

Soko - Foto João Milet Meirelles

A cantora Soko - Foto João Milet Meirelles

Em seguida o show mais polêmico do festival, com a cantora francesa Soko. mostrando uma imaturidade vista na  noite anterior no show do festival em Recife. Aparentemente tímida e talvez amendrontada de se apresentar num local enorme para um público já grande que se aglomerava na Concha, ela sentiu o peso. Com apenas um EP lançado e assumidamente acostumada a tocar em lugares pequenos, para um público que já conhece sua música, como ela mesmo falou durante o show, a francesinha não foi capaz de se adaptar a situação. Pediu silêncio inicialmente de forma um tanto rude, depois, em português, pediu de novo. Atendida em parte, era até bem recebida pelo público que aplaudia ao fim de cada canção de seu folk simples, às vezes interessante, as vezes chato e pseudo-rebelde.

O público, que em sua maior parte parecia ver ali apenas uma versão mais velha de Mallu Magalhães, perdeu a paciência quando Soko insistiu em pedir silêncio e parava a música no meio. Acabou sendo vaiada e terminando o show antes do fim, não sem antes berrar em uma de suas músicas que não queria estar ali ou que todos querem estragar sua vida, sem falar nos gestos obscenos. Parecia aquele guri dono da bola que desce pra brincar e não aceita que façam outra brincadeira que não a dele, então chora e sobe para o colo da mãe. Aquela velha história, “não sabe brincar não desce pro play”. Pior é que muitos acharam de culpar mais o público e reclamar que aqui só tem mesmo mal educado e que a produção errou em colocar o show ali. Queria saber se fosse num festival como Reading ou outro europeu se ela ia pedir silêncio para o público. Se um artista não consegue se adaptar a um público receptivo e mais festivo, melhor não encará-lo.

ceu- coquetel - Foto João Milet Meirelles

Céu arrebentou - Foto João Milet Meirelles

Nem deu para se incomodar tanto com o show de imaturidade de Soko. A noite ainda iria acabar com uma apresentação sublime de Céu. Dá para entender porque mesmo fazendo uma música suave, rica em detahes e que demanda uma atenção especial, o show da cantora paulista funciona tanto numa Concha lotada com um séquito de fãs, quanto num dos festivais europeus que ela tocou esse ano. Céu é talentosa. Não apenas uma boa cantora, mas daquelas que mergulha na música que se propõe apresentar. Se foge da corrida pelo pódium das divas, enaltece seu lado intérprete, com sua voz doce, com suas danças sutis e um jeito conquistador de se apresentar no palco. A música, brasileira, contemporânea, que abraça reggae, dub, samba, MPB mais tradicional, é o que comanda. Acompanhada de uma ótima banda, com um DJ, um baterista, um baixista e um tecladista e acordeonista, Céu sabe muito bem valorizar um dos principais palcos para quem faz música no país, desfilando músicas de seus dois discos, sem negar os seus sucessos com carisma e um jeitinho peculiar . Showzaço.

Barulho

O festival continuaria no dia seguinte na Concha, reunindo nomes desconhecidos da grande maioria do público. E a expectativa e o assunto durante toda noite era qual seria a presença de público num dos cada vez menos raros shows internacionais em Salvador (1.395 pessoas compareceram à Concha, sendo 863 pagantes). Se os norte-americanos do Dinosaur Jr eram a grande atração, a noite começou bem com um som azeitado dos pernambucanos da Banda de Joseph Tourton. Fazendo uma música instrumental e passeando por influências de rock, jazz e até algo de música brasileira fizeram um bom show, mas que empolgaria mais em um local menor.

cidadão - coquetel  - Foto João Milet Meirelles

Cidadão Instigado - Foto João Milet Meirelles

Em seguida, foi a vez do Cidadão Instigado mostrar porque é um dos principais nomes da atual música brasileira. Capitaneados pelo já mestre Fernando Catatau, o show foi focado no terceiro álbum, “Uhuuu!” lançado no ano passado. Um desfile de pérolas, que começou com “O Nada”, para já afastar quem gosta de coisas certinhas no lugar e não gosta de estranhezas com a letra “abram as portas das suas casa/ deixem os ladrões entrarem”. Seguiu com “Contando Estrelas”, “Homem Velho”, “Como as Luzes” mostrando uma sonoridade personalíssima, que mescla rock, música brega, psicodelia, experimentações, algo de eletrônica e várias referências pessoais. Catatau e cia conseguem imprimir com através da música um ideário peculiar, apresentando um universo paralelo com uma música rica e estranha e com vocais ainda mais estranhos. Ou você mergulha nele, ou abomina. Se em disco é bom, ao vivo é ainda mais brutal.

Por falar em brutal, bastou alguns minutos do começo da montagem de palco da atração seguinte para notar a agrestia que estava por vir. Em minutos, uma montanha de amplificadores, com seis gigantescos marshal’s montados na posição do guitarrista, estava pronta para a porrada. Quem iria tocar ali era a banda norte-americana Dinosaur Jr, um ícone do indie rock, com o guitarrista J Mascis na linha de frente. Sem muito alarde ele entrou no palco com suas longas madeixas prateadas e do alto de seus 45 anos. Sem falar muito com o público, nem coma própria banda, sem precisar também ser rude, ele deu início a um das mais absurdas e barulhentas apresentações que a Concha e Salvador já viram. Dizem que lá do alto, do Campo Grande ouvia-se o barulho vindo da guitarra, distorções em alto volume, quase estridente de tão aguda, criando um muro de ruídos que só dava refresco com os solinhos que entravam em momentos.

dinosaur -coquetel - Foto João Milet Meirelles

J Mascis à rente do Dinosaur Jr - Foto João Milet Meirelles

Mascis era um dos tripés que formava um daqueles power trio turbinados, fazendo barulho como poucos, com uma  qualidade especial, enquanto o vocal, mergulhado nos ruídos da guitarra-baixo-bateria, mostrava uma voz meio desafinada e desleixada. Um estilo que tornou a banda célebre no mundinho indie nos anos 80 e 90, que desagradou quem não conhecia e arrebatou quem cresceu ouvindo aquele  muro de guitarras sujas. Ao lado de J Mascisl estava outra lenda indie, Low Barlow, também do Sebadoh, responsável pelo baixo, alguns vocais e pelo contato com o público, abrindo até para pedidos de músicas no bis. No repertório, o grupo desfilou músicas de várias fases, começando com a sequência “Thumb”, de 1991, “Been There All the Time”, de 2007, “Imagination Blind”, 2009, seguindo com músicas dos discos mais recentes e clássicos como o hit “Feel the Pain” e “Freak Scene”. No bis rolou a ótima versão de “Just Like Heaven”, do The Cure, e “Repulsion”, a pedidos, para terminar já com as luzes acesas. Só faltou “Start Chopin “, que eles não tocam há anos. Seria pedir demais. O fato é que o normal naquela uma hora e meia de show era ver a Concha de queixo caído, para o bem e para o mal.

Uma grande aquisição para Salvador

Por mais que muitos procurassem defeitos, o saldo do Coquetel Molotov foi muito positivo. Trazer artistas internacionais e mesclar com importantes nomes da música nacional é fundamental e o festival soube dosar bem o line up, menor que em Recife, mas muito bom para uma primeira edição. Um evento que se permanecer – e a produção pretende continuar e ampliar a etapa soteropolitana, incluindo mais shows e debates, como é no Recife -, tem tudo para ganhar força e se tornar uma tradição na cultura pop na cidade. Importante até para os produtores locais tomarem mais coragem, acreditarem que é possível trazer artistas internacionais de menor porte, mesmo que através de editais, leis de incentivo federais e estaduais, e realizarem eventos de qualidade com estrutura e maior dimensão.

Uma pena que o espaço da Concha não favorece para dar o ambiente que os festivais costumam ter, incluindo, além dos shows, a troca de informações, a circulação das pessoas e o contato com produtores, artistas etc. A Concha é excepcional para shows e não foi diferente no Coquetel Molotov, com tudo funcionando muito bem, mas uma casa para 2 mil pessoas seria o ideal para um evento como esse. Até para que as cerca de 1800 pessoas em média por dia não tivessem a sensação de vazio. Os números, aliás, não deveram muito a Recife, que já se acostumou com a proposta do festival há sete anos e teve mais atrações por dia. As críticas ao pouco público são infundadas. A questão é avaliar se 1.400 pessoas para ver Dinosaur Jr, Cidadão Instigado e A Banda de Joseph Tourton é pouco, em Salvador, no Recife, em SãoPaulo ou em Nova York.

Abertura do Festival na Zauber

Acontecendo em paralelo ao festival em Recife, na capital baiana o Coquetel teve início na Zauber com os shows da banda local Radiola e dos paulistas da Guizado para um público aquém do que a noite merecia. Não estava vazio, mas a concorrência com vários show interessantes na noite fez com que muita gente perdesse uma das boas pedidas do festival. A Radiola abriu a noite com um show competente e, com Nancy Viegas integrada ao grupo, ganhou uma tonalidade diferente. Mesmo ainda na maior parte do tempo soar como duas bandas diferentes no mesmo palco, uma com o repertório antigo da banda e outro com o de Nancy, por sinal, muito mais consistente, a junção promete render. As músicas novas já trazem uma sonoridade que mescla as idéias da Radiola, sem dúvida uma boa banda, com as de Nancy.

Mesmo boa parte do público indo mais para a Zauber por conhecer a Radiola, o principal show da noite era dos paulistas da Guizado. Começando bem tarde, como é praxe na casa, o grupo mostrou um repertório focado no recém-lançado segundo disco, “Calavera”, que funciona bastante ao vivo. Guizado mantém as experimentações sonoras e o flerte com o jazz fusion, vistos no primeiro trabalho, porém agora traz mais canções, mais melodias e vocais em algumas das músicas, melhor, sem abrir mão de um apuro na parte instrumental e nos arranjos. Pelo contrário, o foco permanece e ao vivo funciona muito bem, com uma banda afiadíssima mandando um trabalho de responsa baseado no trompete de Gui Mendonça, que usa até pedais e efeitos, inclusive um wa-wa, para conseguir sonoridades mais ricas com o instrumento. Mesmo não se focando nas letras  e com um vocal limitado, funcionou bem e agradou quem aguentou ficar até o fim. Tomara que a banda volte em breve.

// Fotos de João Milet Meirelles//
// Vídeo: grungerick //

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27 Comments

  1. vinicius Reply

    Acho que a produção poderia ter mesclado mais bandas locais, ou de fato por em outra casa de show, a concha com 1300 dá uma sensação de vazio muito grande.

  2. Iago Reply

    Não rolou ‘Repulsion’ a música que encerrou foi mesmo Just Like Heaven. No setlist tinha duas músicas que não foram tocadas(talvez pelo horário de funcionamento da Concha) Kracked e a clássica Sludgefeast deveriam fechar a noite 🙁
    Desculpa, mas li duas vezes o texto e não entendi se o público foi de 1,400 ou de 1,800. Pra mim tinha umas duas mil pessoas hehe.
    Belo texto!

  3. gabriel Reply

    incrível como as pessoas só sabem reclamar. “a concha tava vazia”, “deviam colocar bandas baianas”, porra, aparece uma oportunidade de ver dinosaur jr num domingo à noite em salvador e as pessoas AINDA ASSIM procuram motivo pra reclamar? se foder, viu, pelo visto prefeririam passar o domingo assistindo faustão.

  4. Iago Reply

    Teve um segurança que passou mal diante tanta barulheira, pensei em filmar ou tirar uma foto mas acho que aí seria uma sacanagem. O cara parecia ter ficado ‘lesado’ huauhauhauhuau

  5. ze paulo Reply

    deixa eu ver se entendi… vc mesmo identifica que a concha é inadequada para fazer o festival por causa da sensação de vazio e depois você afirma que as criticas sobre o pouco publico para um show na concha são infundadas…. estou cafuso, e na boa nao vi nadademais nestas criticas, tem q todo mundo baixar a cabeça e se conformar

    1. Luciano Reply

      Não critiquei a Concha pq é grande, só acho que não ajuda o festival no fato de fazer as pessoas circularem. A banquinha de CD msmo, ficava num lado, não favorecia. É constatação, a Concha é grande, mas não significa que o público tenha sido pequeno, apenas deu essa impressão. O fato é que o show agradou quem gostava, recebemos uma atração gringa massa e deu um bom público sim.

  6. ze paulo Reply

    velhinho por mim teria 5 mil pessoas lá .os shows foram foda , mas a verdade eh q a concha com 1300 pessoas da sensaçao de vazio, tinha q ter uma casa pra 2000 pessoas como vc mesmo falou, mas nao tem.fazer o q? melhor ter show na concha q nada, mas daí sair dizendo q ta tudo lindo e q as pessoas criticam por esporte nao tem nada a ver

    1. lubmatos Reply

      Não disse que está tudo lindo. Se você acompanha o blog deve perceber que afirmo há um bom tempo que estamos num processo de melhoria. Aos poucos estamos recebendo mais shows internacionais, por exemplo, e isso não é opinião, é fato, constatação, como demostrei em alguns posts. Os número que apresentei são oficiais, da contagem de público que entrou, não chute. É um ótimo público. Não para Salvador, ma para qualquer lugar. No Recife foram 2 mil, num dia que tinha muito mais atrações e um festival que ja tem sete ano lá. Em São Paulo, a megálope, foram 700 pessoas por noite. Não tá tudo lindo, mas não estamos no fim do mundo. Dá pra melhorar muito, falta muita coisa, mas estamso em processo de evolução. Foda é ficar procurando defeito em tudo, iso que me incomoda e chamei a atenção.

  7. roberto amoedo Reply

    olha. fui pro coquetel molotov e fiquei triste com o publico pequeno. ali não tinha 1300 pessoas nem a pau. no máximo 1000 pessoas. e concordo com ze paulo tb. ficar dizendo q tá lindo é foda de ruim, viu. tá uma merda mesmo

  8. roberto amoedo Reply

    ok luciano mas vc vai passar 200 anos falando isso q tá melhorando e as coisas neste ritmo de tartaruga é? a´´i é ser muito conformado. se ligue, man

    1. Luciano Reply

      Querido Roberto, compare os últimos 8 anos, 10 anos, sei lá. O que acontecia aqui e o que acontece hoje. Compareonúmero de bandas em 2000 e hoje,o número de shows de gente de fora, gringos ou não. Tem coisas que não melhoraram o suficiente ainda, eu concordo com isso. Tinhamos um Garage Rock, por exemplo, umfestival massa, hoje não temos algo daquela dimensão,mas aos poucos voltamos a ter mais de três festivais na cidade, que estão crescendo. E em qualquer ponto é isso, ou está melhor ou está caminhando pra isso.

  9. Iago Reply

    É por isso que a Bahia, em gereal está a merda que está
    Foda-se essa “bahianada” ou essa “baianada” de merda.
    E foda-se se você não entendeu esse post!

  10. diego Reply

    salvador está muito ruim. não tem como negar isso. dizer q tá melhorando só por causa destes festivalsinhos moqueca q tá rolando aí é muito pouco. o público q sustenta este festivais é insuficiente. é galera conformada q não acrescenta nada.

    1. Luciano Reply

      então vamos abrir uma discussão mais qualificada. O queé uma idade boa no ponto de vista de vocês? O que Salvador precisa ter pra melhorar? O que falta? A partir daí acho que podemos discutir melhor, entender o que vocês consideram bom, se é real e se Salvador está tão longe assim.

  11. Eduardo Reply

    Acho que o Festival errou foi em convidar essa francesa de merda. Se tivesse chamado no lugar dela Emicida, que já estava no Nordeste, seria bem mais válido e com certeza aumentaria e muito o número de pessoas na Concha.

    Sobre o show do Dinossaur Jr. estou com o ouvido doendo até hoje e é deprimente ver o público soteropolitano é folgado e só quer show de graça. Depois xia que não tem banda gringa, beleza se tiver vai querer pagar? Foda!

    Luciano, e tenho que discordar de você. Acho que o público foi pouco, porque o Palco do Rock com um monte de banda ruim consegue colocar mais gente…é um absurdo essa cultura que vem se tornando as pessoas só sairem do conforto de seu lar quando não tem que desembolsar pela diversão.

  12. Eduardo Reply

    Sinceramente falar que Salvador não melhorou de uns anos pra cá é burrice? Velho…como Luciano mesmo falou antes tinhamos o Garage Rock…beleza, e ai? Era um evento foda, mas era 1 evento! De que adianta ter uma evento foda e ter que ficar o ano todo esperando por ele, prefiro bem mais “festivais moquecas” o ano todo, do que 1 festival mega…afinal, o ano tem 365 dias e não 1.

    Do meu gosto particular muitos dos festivais que tem rolado não me agrada em 100%, e dai? Foda-se! Seria egoísmo meu querer que sempre viessem bandas que gosto e seria frustrante também, quando eu quero fazer algo com o que gosto apenas, vou lá e faço.

    Galera, só em já ter o que fazer Salvador melhorou muito, ainda mais ter o que fazer com shows gringos e bandas de re nome nacional, se você não conhece não é porque a banda é desconhecida, você que é mal informado.

  13. ze paulo Reply

    relaxe man. eu nao falei q a iniciativa nao foi valida, nem q os shows nao foram bons so foram feitas algumas criticas ,q na minha cabeça sao normais. so isso. melhor ter do q nao ter, mas pode melhorar, torço por isso

  14. Eduardo Reply

    Roberto: Foda-se o SWU, minha realidade é outra. Se um dia chegarmos lá, ótimo…se não, eu não vou ficar xoramingando sem fazer porra nenuma.

    Aqui é Nordeste, sacomé…bagulho mais underground e mais real.

  15. Roberto Reply

    Eduardo vc comenta “eu não vou ficar xoramingando sem fazer porra nenuma.”

    parece até que vc faz alguma coisa em prol da cena, hahahahaha o cara ainda comentou com meu nome que loose, otário da porra a sua realidade e ficar na frente do computador tirando ondinha de rocker

  16. roberto amoedo Reply

    ô eduardo: foda é se acomodar e dizer q é assim mesmo, q não vai choramingar e q aceita isso q aí está. pô cara, isso é conformismo do mais bunda mole. deste jeito vc JÁ está sem fazer porra nenhuma mesmo. saca o ditado? quem não chora não mama. nordeste tá por fora. de underground não tem nada. underground não é só ter publico pequeno de 200 pessoas não;

    1. Luciano Reply

      repetindo, vamos abrir uma discussão mais qualificada. O que é uma idade boa no ponto de vista de vocês? O que Salvador precisa ter pra melhorar? O que falta? A partir daí acho que podemos discutir melhor, entender o que vocês consideram bom, se é real e se Salvador está tão longe assim.

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