Para quem gosta de música sem preconceitos - el Cabong

O que rolava na noite de Salvador nos anos 70, 80, 90 e 00

Dizem que em Salvador nada dura muito tempo e se formos falar das opções da noite na cidade isso parece ser ainda mais grave. O el Cabong deu um mergulho no passado para contar a história das noitadas de Salvador nas últimas quatro décadas. Fizemos um breve resumo do que rolou em cada uma das décadas.

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A NOITE DE SALVADOR

ANOS 70

novosbaianos noitadas SalvadorEm tempos que contrastavam a opressão da ditadura militar com a libertação cultural e a ebulição criativa dos Doces Bárbaros, a noite soteropolitana oscilava entre o moderno e o careta. Nesta década, os tradicionais bailes de clube, redutos da classe média alta conservadora, viveram os seus últimos anos de glória, ainda embalados por marchinhas de carnaval, fantasias, máscaras e lança perfumes. Para a juventude adepta da contracultura, contudo, a night começava a ser programada ao fim da tarde, entre caipirinhas, cervejas e Chopp70s, nos bares do centro, ou na praia dos artistas, na Boca do Rio. Havia, ainda, quem estendesse o programa até a Gafieira, comandada pelo maestro Vivaldo da Conceição, na Baixa dos Sapateiros. Mais tarde, os afortunados poderiam exibir as suas disputadas calças Lee boca de sino e saltos plataformas nas boates, Maria Fumaça, que funcionava numa cabine de trem em pleno Farol da Barra, Clock e Anjo Azul. Nesta última, localizada na Rua do Cabeça, no Centro, era possível encontrar artistas e intelectuais, como Jorge Amado, Glauber Rocha, Orlando Senna, bebendo Xixi de Anjo (drink a base de mel e cachaça servido em penicos de barro) e ‘balançando o esqueleto’ à discotecagem de canções nacionais e internacionais, que iam do samba com rock dos Novos Baianos ao folk de Simon & Garfunkel. Mas era ao som de um bolero que a farra esquentava de verdade, com a justificativa ideal para paquerar e dançar agarradinho. Para fechar a noite, uma boa pedida era o Feijão da Bia, na Rua da Ajuda, ou qualquer uma das diversas Kombis, espalhadas pelo centro, que serviam verdadeiros banquetes populares de mocotó, dobradinha e toda sorte de ‘comida para os fortes’!

ANOS 80

camisa-de-venus-2 noitadas SalvadorSalvador nos anos 80 viu surgir a Axé Music que consagrou a cidade como a terra da alegria. Naquele início de década, a capital baiana ainda guardava características de uma cidade quase pacata, com fortes traços provincianos e uma sociedade conservadora. Após os quentes e criativos anos 70, quase tudo vinha com referência de fora. No início dos anos 80, a moda ainda era ir para a discoteca dançar como John Travolta no filme “Os Embalos de Sábado à Noite” ou Sônia Braga na novela “Dancing Days”, vestindo roupas coloridas ou calça jeans USTOP. Os lugares preferidos eram as boates Hipopotamus, Champanhe, Green House, Close-up, Tropicália na Associação Atlética. A bebida obrigatória era a famosa Cuba Libre e, para petiscar, não podia faltar a Sacanagem, tira-gosto que era nada mais que azeitona, salsicha, queijo ou presunto espetado num palito. A música baiana, como era chamada antes de ser apelidada de Axé Music, começava a deixar de ser música sazonal de Carnaval e ganhava espaço nas rádios e festas, enquanto os blocos afro ganhavam força fora de seus guetos. Salvador também aderiu ao fenômeno da Lambada, que podia ser dançada em locais como New Freddy’s, na Amaralina, e no Sabor da Terra, na Pituba. O contraponto era o rock, mais especificamente o punk rock, que ganhou força em 1982, com o primeiro show da banda Camisa de Vênus, na Casa dos Festejos, em Armação. Começava ali uma onda que levou a banda a ser sucesso nacional e criar uma cena com várias outras bandas seguidoras. Locais como o Teatro Vila Velha e os circos Troca de Segredos, em Ondina, e Relâmpago, na Pituba, receberam muitos shows. O Troca de Segredos recebeu ainda os astros do rock nacional que faziam sucesso na época, além de também receber peças teatrais e orquestras de bolero e afins. Nesse período, foram surgindo bares com característica mais próxima desse universo e o Rio Vermelho passa a ser point da noite soteropolitana, com casas como Ad Libitium, Paris Latino, o espaço Bleff, Exodus Bar, O Bilhostre, Bar 68 e o Zouk Santana. Em sítios na Estrada do Côco e Estrada Velha do Aeroporto começavam a acontecer as pré-raves reunindo centenas de pessoas ao som de reggae, ritmos latinos e pop nacional.

ANOS 90

deadbillies noitadas SalvadorInevitavelmente marcados na cidade como os anos de ouro do Axé Music, os 90’s viveram maior diversidade do que supõem aqueles os julgam pela capa. Se é verdade que na night soteropolitana o estilo predominava, com shows nos clubes Espanhol e Bahiano de Tênis e ensaios da Timbalada no Gueto Square – é igualmente honesto afirmar que, nos meandros do Rio Vermelho, Centro e Cidade Baixa, uma cena pop e rock se renovava e subsidiaria, posteriormente, o seu amadurecimento, consolidado nos 00’s. Havana, Twister, Café e Cultura, Anexo bar e Idearium foram casas que presenciaram o nascimento e amadurecimento dos atuais grandes nomes do rock baiano, em bandas como Inkoma, Penélope Charmosa, Dead Billies, Dois Sapos e Meio, Maria Bacana, Doutor Cascadura, Saci Tric, Brincando de Deus, dentre tantas outras. Neste mesmo bairro, ora consolidado como mais boêmio da cidade, surgia, na base do acarajé e da cerveja gelada, o hoje tão tradicional pré night conhecido como ‘tomar uma na Dinha’. Há alguns quilômetros dali, caranguejo, lambreta e bate papo formavam o cardápio da Cabana do Gaúcho e do Sentollas, também opções de aquecimento para a noite. Os anos 90 presenciaram, ainda, a revitalização do centro histórico e, no Largo do Pelourinho, a efervescência da música negra, com ensaios que se prolongavam até às 6 da manhã, de grupos como Ilê, Araketu e Olodum. No Mercado Modelo, uma boate batizada como Mercado Dancing apresentava as novidades da música pop mundial. Saindo do centro e voltando à orla marítima, a Kripton emplacava festas e shows de rock, enquanto a Padang Padang, barraca de praia localizada no bairro de Stella Maris, transformava a areia em pista de dança. Mais convencionais, as boates Bual’amour, Le Zodiac e Hipopotamus entretiam o público apreciador da dance e axé music, abastecido por batidas, como famoso ligante, e pelas então novatas na noite soteropolitana: as cervejas long necks. Para fechar a noite, hotdog no Tonnys da Pituba ou no bairro da Piedade, igualmente deliciosos.

ANOS 00

roneijorgeeosladresdebicicleta Em tempos batizados como pós-axé, as “nights” ou “reggaes”, ganharam ares mais modernos e todo o ambiente que envolve a noite soteropolitana tornou-se mais cosmopolita. A música eletrônica se consolidou com os eventos promovidos pelos coletivos SoonoonmooN e Pragatecno, enquanto o Dub e o Hip Hop também abriram trincheiras, com destaque para as Quintas Dancehall do Ministériopublico. As festas com DJs marcaram os anos 00 e nelas tiveram vez rock, pop, new rave e música brasileira. Casas como o Calypso, Miss Modular, Zauber, Havana, Idearium, Casarão Santa Luzia, Rock in Rio Café, Zanzibar e Boomerangue, uma das mais interessantes que a cidade já teve, sediaram festas e alguns dos shows mais marcantes dos anos 00’s. Localizadas, em sua maioria, no boêmio Rio Vermelho, receberam bandas como Cascadura, Diamba, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Lampirônicos, Retrofoguetes, Mosiah e Scambo. Outras casas, como Fashion Club, Café Cancun e Twist Pub, com um padrão de boate mais tradicional, serviam às noitadas de um público mais playboy. O bairro do Rio Vermelho foi, aliás, não apenas o lugar de festas e shows, mas também do esquente da noite, em bares como o Pós Tudo, com seu famoso drink vermelho ‘Miolo de Macaco’, e do seu encerramento, no Mercadão, estabelecimento de pescadores que, durante a noite, transformava-se no maior local para boêmios da cidade, que sem hora para acabar via o sol nascer e as mesas ainda repletas.

Esquecemos de muita coisa com certeza. Nos ajude a lembrar. Deixe sua contribuição.

45 Comentários

  1. roberto amoedo Reply

    putz, mas as noitadas do miss modular era tb de um público playboy. ruim tb é as noitadas do publico hippie chinelada do rio vermelho. povo feio da porra

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  3. Lívia Reply

    Nos anos 80, em Salvador, um dos pontos de encontro era o bar PABX, no prédio onde funcionava a Escola de Biblioteconomia e a Faculdade de Comunicação, e a loja da cena era o Not Dead, na Rua Chile.

    Não vivi o momento, mas tô ligada. rs
    Massa esse projeto!

    Bjs,
    Lívia

  4. Eduardo Reply

    Adorei esse resgate dos reguis aqui em SSA, como vim morar aqui no final dos anos 90′, pegay pouca coisa dessa fase, mas me lembro de shows no anexo (Inkoma sempre representando) e havana (Dead Fish lá foi sensacionallllllllllllll).

    Santa Maria e bares do largo de (fina)Dinha sempre são uma boa pedida pré e pós regui…o pós o bom mesmo é bater um hotãovegetariano que rola.

  5. Raimundo Bahia Reply

    Que maravilha, mas nao podia deixar de fora o quintela,casarão da vitória e o LUZ DA NOITE, encontro dos musicos em salvador. abrss grande e parabens!

  6. Carlos Campos Reply

    Muito bom relembrar tudo isso, Minha contribuição é lembrar dos grandes BAVIs na Fonte Nova, que independente do resultado, torcedores de ambos os times saiam juntos comentando sobre o jogo, e para matar de inveja os sulistas, sem brigas. Abraços e parabéns!

  7. Marcus Santana Reply

    Não sei as datas, Acredito que na década de 90:

    Lagoa Mar, Estação da Cerveja, Bannanas, Bate Papo, Baronda, Saloon, Catendê, Quelps, Miau, Manatee, Sabor da Terra, Pampanhos, Ocabier e outros.

  8. Simone Reply

    Não vejo muito falar sobre a Discoteca Parafernalia que frequentei algumas vezes na adolescência e que era disputadíssima na década de 80. Inesquecível..

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  11. Carlos Souza Reply

    Década de 70, boate EQUUS da turma da banda scorpius e futuramente chiclete com banana, era maravilhosa, na saída comer um cachorro quente nos trailers que ficava ao longo da calçada da praia.

  12. Jair Santos Reply

    Embora eu fosse criança, na época, acho que entre todas a década de 70 é a que melhor expressa Salvador raiz, pois as demais, também importantes, já vinham com uma mistura, que mesmo sendo salutar, iniciava um processo de exclusão, sobretudo a década de 80.
    Parabéns pelo resgate. Excelente trabalho!
    Abs

  13. Kito Magalhães Reply

    Faltou a EQQUS e a ZOMZOM nos anos 80 também faltou o bar Armazem em Pituaçu de um ex jogador do Bahia esqueci o nome dele era o Bar fora o Bar 33 na pituba e o bar Moto clube dia de sexta feira na mouraria na ladeira que dava na av sete vcs precisam conhecer mais a história de nossa cidade faltou muita coisa aí fora o Maria da vovó que vcs não citaram o puteiro da época. Vcs estão precisando tomar uma aula de história. Abs

    1. Luciano Matos Reply

      Obrigado pela visita e pelas informações. Como falamos no fim do texto, falta muita coisa e queríamos justamente que pessoas com grande conhecimento como você colaborassem. Muito obrigado

  14. Edgar Camelo Reply

    Faltou nos anos 90 o excêntrico e inesquecível Jungle Bar , que ficava no Alto do Andú, na Parelela, com vista para Pituaçu. Com cabanas em cima das árvores e até redes. Era sensacional!

  15. José Enrique Reply

    Rapaz, esqueceu do grande Worldbar na barra que abrigou diversas bandas da cena como Vinil 69, Cascadura, capitão Parafina, A grande abóbora, Mohana, Retrofoguetes, dentre MUITOS outros durante quase 6 anos. Saudades.

  16. Marcos Reply

    Faltou citar a Kombi 4 rodas que era o point do rango da galera, o The Wall, o Cien Fuegos, Degrau’s bar, a Borracharia… Mas foi um belo resgate. Parabéns!

  17. Tito Neto Reply

    Faltou a Indy esporte Bar, Barraca do Juvena, os Bares do empório na Av Jorge Amado no Imbuí, Aeroclube na boca do Rio, Casquinha de Siri, Escadaria, Língua de Prata, Clube dos Oficiais no dendezeiro, praça do reggae no Pelourinho, Primos Bar, Casa Amarela, casa Rosa, Tanajura, Rockti, Caranguejo de Sergipe, Manati. É muita coisa p lembrar.

  18. Ana Paula Reply

    Manatee lugar do primeiro show dos Los Hermanos aqui na cidade…
    O casarão “Pega” que ficava perto da Igreja da Conceição da Praia. Junto com a Zauber, o Casarão Santa Luzia e o Zanzibar voltou os olhares p o centro um bom tempo.
    Mamagaya no Corsário lembro de um show da Nação Zumbi lá.
    Festas nos clubes tinham as mais modestas como no Campomar… E ali perto tinha um outro espaço de show… Algo com Z no nome se não me engano…

  19. Rubens Reply

    O texto é bem sucedido no objetivo a que se propõe: um resumo do que aconteceu nas noites de Salvador nas últimas quatro décadas. Poderia ser mais inclusivo e recordar boites LGBTQIA+ (à época, GLS) como o Mix Ozone Club, funcionou entre os anos 90 e 2000 no centro da cidade e o OFF Club, anos 2000, localizado na Barra. Rolava música boa e muito beijo na boca!

  20. Luizão Reply

    68, Clave do Sol, Dose Dupla, Pedra da Sereia, Berro D’Agua, Mural, Manga Rosa, Vagão.
    Mas o melhor polvo a vinagrete era o Segredo de Itapuã ao som de Vinícius de Moraes.

  21. Ronaldo lopes Reply

    Bota na lista. Novo Tempo no Pelourinho onde fizeram bandas como Adão Negro e Sine Calmon…e o Dicos Reggae Bar no Tororó que tinha as terças pós pelô…depois da Bênção…hehehe

  22. Louise Reply

    Gente que viagem!!
    Maria Fumaça foi a primeira boate que fui, com uns 12 anos.
    Troca de Segredos minha nossa, eu amava aquele lugar!!!

    Vou dar umas dicas aqui, porque tem muitos lugares que precisam ser citados, pois são importantes pra completar essa história:

    Quintal do Raso da Catarina e Toalha da Saudade, esses dois bares são icônicos e importantíssimos para Salvador, são a nata da nata do samba e da cultura popular.

    Aqui vão outros que eu frequentava entre os anos 80 e 90.
    Casarão da Vitória, Café Teatro, Boemia, Avalanche, Lugar Comum, Buteco do Farias, Pedra da Sereia, Canteiros, Mordomia, Extudo, Vagão, Hebeas Copus, Berro D’Água, Degraus, Varandá, Alto de Ondina, Caneco, Barramar, Beach Club, Casquinha de Siri, Portal, Barravento, Lagoa Mar, Catendê, Barraca do Juvená, Barraca do Lôro, Quintella, Cabana, Carinhoso, Mercado da 7 portas, a Kombi 4 rodas da Pituba melhor feijoada, o Baitacão quem não comeu um mangalarga amanhecendo o dia no farol, não viveu os anos 80 e quem não tomou o Licor de tangerina do Diolino, pra já ir pra night calibrado, também não…kkkkk
    E com certeza, estou esquecendo muitos mais!

  23. Helder Barbosa Reply

    Caro Luciano, vc não conheceu o Mata Hari (90 a 92), no Rio Vermelho que substituiu o Paris Latino. Praticamente todas as bandas de rock do período passaram por lá. Mas também muitas bandas de Reggae, algumas vindas de Cachoeira. Temporadas com Gerônimo, Temporadas com a Banda de Letieres assim que chegou da Europa de volta pra Bahia. Temporada com a melhor banda de afrojazz brasileira, a Agbeokuta e tantas outras.
    Já no Pelourinho havia o Barô Pelô (90 a 92), voltado para a música negra que funcionou em cima da Oficina de Investigação Musical de Bira Reis que frequentemente se apresentava por lá com sua banda. o local tornou-se ponto de encontro pós ensaio do Olodum que começava a fazer sucesso. A Banda de Afro Jazz Agbeokuta, com Cícero e Jorjão Bafafé e outros, com melhor afro jazz brasileiro de então tocou pela primeira vez ali aonde fez longa temporada. Por lá passaram todos os novos nomes do Reggae. a Lumiar (depois Cidade Negra) também tocou por lá, assim como grupos do Caribe, Colômbia, Guayana, etc.

  24. Helder Barbosa Reply

    Precisam ser lembrados a ótima Casa de Farinha, no Santo Antônio, onde rolava as melhores noites de Salsa e Forró do período. No Pelourinho funcionou também o Quereres (95 a 97) sucedido pelo Lugar Legal (98 a 2005) e depois o Sankofa. . Também entre 95 e 2000 por ai, pontificava a Cachaçaria Alambique, com suas ótimas festas e que terminou abrindo filial no Rio Vermelho, na Paciência. Alí perto, no Jardim Baiano, rolavam ótimos shows e festas no Casarão da galera do Sem Tesão Não Tem Solução, posteriormente transferido para Piatã.

  25. José Marcos Reply

    Estou fora da Bahia a vinte anos, parabéns pelas lembranças, faz matar a saudade, mas faltou também : projeto Astral, Centro de Convenções; projeto Verão ; Festa do Interior; boteco do Jonas , Costa azul; o Corso da “Sandiz”, no carnaval; os caranguejos do Stiep e; os bailes – Preto e Branco e Vermelho e Branco; o bar dos caçadores da noite Travessia na Pituba, e por aí vai, mais uma vês parabéns , muito bom lembrar.

  26. José Marcos Reply

    Não esquecer também o Harmonia no Rio Vermelho, com a banda Harmonia que levava toda quinta a turma da Trabuco depois da aula.

  27. Gustavo Ban Reply

    Sensacional esse post, Luciano. Um delicioso passeio pela raiz afetiva da nossa história. Lugares onde muitos aqui fizeram descobertas inesquecíveis sobre o prazer e a magia de viver num lugar repleto de mística e burlescaria, que é essa nossa São Salvador. Bateu uma nostalgia básica aqui, com aquele gostinho de quero mais e um desejo de poder entrar numa máquina do tempo, e passar pelo menos um verão inteiro num destes períodos (no meu caso, eu iria para os anos 90).

    Aproveitando o embalo, seguem alguns nomes que me vieram à mente enquanto eu escrevia esta mensagem:

    Anos 80
    – Clube Cruz Vermelha (Campo Grande)
    – Voyage (Pituaçu, naquela rua marginal à Octávio Mangabeira, que dá na entrada do Parque de Pituaçu)
    – Torrone (Pituba, atrás da Super Pão), tecnicamente, não era um lugar da night, mas era uma espécie de Perini da época, onde a gente ia quando adolescentes para nos deleitarmos com as coxinhas de catupiry e outras guloseimas surreais, mas também era um pico de paquera.
    – Casa d’Itália (Campo Grande), onde rolavam umas festas de 15 anos.

    Anos 90
    – Creole Cajun (Pelourinho), onde rolaram shows dos Dead Billies e dos Mundamundistas.
    – Quixabeira (Barris, numa rua em frente à Biblioteca Central)
    – San Filé (Amarilna), rolava um combo de sanduba de frango + suco de laranja por um preço super justo. Funcionava no mesmo esquema do Baitakão: fim de noite.
    – Rei do Hot Dog (Ladeira dos Galés), um clássico depois dos jogos na Fonte Nova, principalmente se você fosse frequentador da “Baconha” (torcedores do Bahia afeitos à cannabis) pois a larica era monstra.
    – Come-Come (Pituba Park Center), era onde a galera fazia o esquente antes dos pegas (“rachas”) que rolavam no Pitubão. Era também um pico interessante de paquera e da pré-night.
    – Cavalo Doido (lanchonete) e Bola Preta (boate). Esses daqui só os fortes se lembrarão. Dica: quebrei o protocolo e listei dois lugares que não estão em Salvador, mas na Região Metropolitana de Salvador, num município banhado pelo mar e a 12km de distância (em linha reta).

    PS – Eu tô achando que vai acabar rolando uma “Parte 2”. Ou um “spinoff, desse post. Sugestão: Laricas Memoráveis dos Anos 70, 80 e 90

  28. Jão Reply

    E o Bar Cultural na decada de 90 ? Com temporadas na Barra (hospedado no bar Psicanalise), em uma casa na Rua Macapa em Ondina, na Pça Teresa Batista e no MAM, com shows da Crac! Deadbillies, Mundamundistas, Cascadura e tantos outros. Perdi alguns neurônios la e nunca mais tive noticias deles.

  29. Manuca Reply

    Mas vocês deviam lembrar também da Taba dos Orixás, no Canela. Tratava-se de uma barraca onde se podia fazer de tudo inclusive fumar maconha e transar.
    Vocês haverão também de se lembrar do Lê Chalé ou Casa de Pedra na Ondina: uma boate muito doida aí tinha uma decoração tropicalista.

  30. Jeferson Reply

    Maravilha de viagem no tempo, Louise lembrou do Caneco, atravessando a rua na outra esquina tinha o Travessia…
    Coisa boa demais da conta relembrar esses Points, o cachorro quente na Piedade depois da balada era de lei, quem tinha pique ia devagar devagarzinho para a Pituba, a Kombi estava lá, rss.
    E o melhor de lembramos desses lugares é saber que podíamos ir e vir, chegar em casa de madrugada sem medo. Hoje deu 21h só saio se for realmente necessário… rss
    Abraços
    Valeu as lembranças!!!

  31. Cleber Villa Flor Reply

    Maravillhosa a viagem no tempo que fiz ao ler essa matéria..compartilhei e salvei. TOP.
    Minha contribuição: Bar Avatar na Orla da Boca do Rio; Bar Ancoradouro na Av Pinto de Aguiar; Bar Internezzo no extinto Teatro Maria Bethânia no Rio Vermelho, Bar/ Quiosque Aruba na Praia dos Artistas na Boca do Rio; Boite Rancho na Barra e por último o Bar Volúpia no Porto da Barra. Todos Bares Gays que que bombaram alguns no final dos anos 80 e outros nos anos 90. Curti, namorei e me apaixonei muito nesses lugares. Saudades !!!

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