Para quem gosta de música sem preconceitos - el Cabong

Que música ouvimos nas rádios brasileiras?

Descompasso nas programações confirma que a música brasileira contemporânea está fora das rádios brasileiras. É o que mostra análise feita com exclusividade pelo el Cabong/UBC.

por Luciano Matos*

Quem nunca ouviu alguém falar que “não existe nada de novo na música brasileira”? Para quem acessa música pelas rádios, e não gosta do que toca nas emissoras populares e seus sucessos de funk, sertanejo e pagode, essa afirmação pode até ter sentido.

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Numa análise da programação de 13 emissoras brasileiras focadas no chamado perfil adulto, com foco em MPB, rock e pop, as chamadas qualificadas, foi constatado que a maior parte das músicas executadas são composições antigas (veja no fim do texto os critérios da análise). Cerca de 64% delas têm mais de 20 anos. Restando, portanto, 36% com menos de 20 anos. Destas pouco mais de 18% são composições entre 2010 e 2019.

Chama ainda mais atenção que destas mais recentes apenas uma pequena parte é de artistas brasileiros novos, boa parte são de veteranos. Em relação ao total, são apenas 5% da nova geração frequentando as programações. Bom ressaltar ainda, que cerca de 14% de toda a programação é de versões de músicas de anos anteriores, seja regravações por outros artistas, sejam versões ao vivo. (Veja os critérios no final da matéria)

Veteranos

Entre os 30 artistas mais tocados nessas rádios, por exemplo, a maioria é de veteranos com mais de 30 anos de carreira. Entre eles estão alguns dos medalhões da MPB e afins, como Djavan, Gilberto Gil, Rita Lee, Caetano Veloso e Maria Bethânia. Nomes de gerações seguintes também estão presentes. Entre eles, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, e vários que se destacaram ou surgiram nos anos 80, como Lulu Santos, Titãs, Nando Reis, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Marina Lima.

Entre os nomes internacionais, apenas 6 no total, estão artistas líderes de vendas de disco desde os anos 70 e 80. São eles Elton John, Michael Jackson, Phil Collins, Madonna, Simply Red e A-ha. Dos 30 artistas mais tocados, apenas 5 possuem menos de 30 anos de carreira: Ana Carolina, Skank, Jorge Vercillo, Vanessa da Mata e Zeca Baleiro. Assim mesmo não dá para chamar nenhum deles de novo. (veja no infográfico abaixo)

Desconexão

Enquanto as rádios com perfil popular — sertanejo, pagode, funk, sobretudo — se retroalimentam lançando novidades ininterruptamente, as emissoras qualificadas parecem estar parando no tempo. Voltadas para outros gêneros e atingindo nichos de públicos distintos, elas quase não apresentam artistas e músicas contemporâneas.

O rap é um ótimo exemplo. Levantamento da ProMúsica Brasil, a associação da indústria fonográfica, mostra que 13 das 200 canções mais executadas no streaming em 2018 eram raps. Nas rádios, contudo, o gênero grita por seu quase completo silêncio. Elas costumam ignorar quase completamente o ritmo, com praticamente nenhuma música do rap brasileiro presente em suas programações. E não faltam nomes (novos e antigos) com relevância artística e público para justificar a inclusão.

Se o público quer ouvir as novidades da música brasileira mais ligada ao rap, mas também a MPB, rock e sonoridades contemporâneas, dificilmente vai ter acesso no dial. Vários artistas da chamada música brasileira contemporânea, do rap e de outros estilos, mostram relevância e qualidade, mas estão ausentes das programações radiofônicas.

Nomes como Céu, Emicida, Criolo, BaianaSystem, Liniker, Tulipa, Duda Beat colecionam elogios da crítica, têm público relevante, shows disputados (incluindo turnês no exterior),  participação em festivais (inclusive de grande porte), e forte presença nas redes sociais e nas plataformas digitais (veja box abaixo). Assim mesmo não aparecem na programação de praticamente nenhum rádio, com exceção da única rádio pública analisada, a Educadora FM, de Salvador.

Importância das rádios

Mas em tempos de plataformas digitais, internet e novas tecnologias, a rádio ainda tem alguma importância? Segundo pesquisa da Kantar IBOPE Media, de 2019, 83% da população brasileira ouve rádio e três em cada cinco entrevistados afirmaram ser ouvintes diários. A análise analisou ouvintes em 13 regiões metropolitanas do país.  A pesquisa indicou ainda que 93% dos pesquisado ouviram música através de rádios e 62% destes acreditam que a programação musical é “uma parte importante em suas vidas”.

A pesquisa Cultura nas Capitais, da JLeiva Cultura & Esporte, divulgada em 2018, confirma algo parecido. Nela, a rádio aparece com muita importância na vida cultural da população brasileira. Segundo ela, o Rádio é o meio mais usado para escutar música, com 74% das pessoas indicando que ainda mantém o antigo hábito. Pouco à frente de opções digitais como Youtube/Vimeo, com 71%.

Poucas novidades

No segmento adulto, a NovaBrasil FM é uma das principais redes de emissoras no país. São dez rádios, espalhadas pelo Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, com rádios em São Paulo, Campinas, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Goiânia, Fortaleza, Aracaju e Birigui. Com 19 anos de atuação, a NovaBrasil se autodenomina como uma emissora adulta contemporânea, com perfil voltado para as Classes AB. Segundo a divulgação da emissora, “a programação é exclusivamente dedicada ao melhor da Moderna MPB, mesclando os clássicos da Música Popular Brasileira com o lançamento de artistas”.

Das 780 músicas tocadas na rádio, nas cinco datas que foram analisadas, apenas 17% são composições lançadas entre 2010 e 2019. A maioria delas (60%) tem mais de 20 anos, sendo a maior parte (28%) composições dos anos 1980. Das 132 músicas executadas dos anos 2010-2019, 60% são de artistas veteranos ou de estrelas, como Djavan, Ana Carolina, Marisa Monte e Jorge Vercilo.

“Quase 99 por cento dos sucessos na história da música foram feitos para o formato de rádio”
– Alexandre Hovoruski

Entre os poucos artistas novos de fato, com trabalhos mais recentes (com menos de 10 anos de carreira ou com no máximo 2 discos), aparecem poucos nomes. São 39 músicas de artistas novos, apenas 5% do total da programação e 30% das músicas executadas dos anos 2010-2019. Isso excluindo as 53 versões de anos anteriores regravadas e relançadas. Nas 200 músicas mais tocadas entre 01 de junho de 2018 à 30 de junho 2019, os números são parecidos. Apenas 26 delas (13%) são de artistas mais novos. Entre eles estão nomes como Melim, Rubel, AnaVitória, Vitor Kley e Ana Vilela.

Para o diretor artístico da Nova Brasil, Alexandre Hovoruski, é questão de tempo para a presença de artistas como Céu, Criolo, Emicida, BaianaSystem, Luedji Luna, Liniker, Tulipa se tornem mais comuns nas emissoras brasileiras. “Eles vão entendendo melhor o formato rádio, e passam a produzir mais músicas tendo isto em mente”. Ele ressalta que o rádio tem uma espécie de formato de música própria. “Quase 99 por cento dos sucessos na história da música foram feitos para esse formato e o rádio, até por ser um veículo comercial, vai sempre buscar as músicas produzidas que possam atingir e agradar o maior número de pessoas dentro de sua audiência, mesmo nas rádios que são mais segmentadas”.

Segundo Hovoruski, a rádio vai sempre buscar artistas que busquem falar, dentro do seu público (ou nicho) com o máximo de pessoas possíveis. “A Rádio vive de audiência, pois sem ela não vendemos comerciais, e por consequência, não damos vida ao negócio”. Ele lembra que o grande papel do rádio hoje, além de mostrar a música, é de transformar ela em um sucesso. “Uma música lançada no rádio vai tocar um bom tempo e se for boa vira sucesso e cria laços afetivos eternos daquela música com o ouvinte/fã, e vai depois virar um Flash Back”.

Resistência a novidades

Segundo o Ibope, a JB FM 99.9 foi a rádio mais ouvida na cidade do Rio de Janeiro entre março e abril deste ano. Com uma estável liderança no segmento adulto contemporâneo, a emissora tem uma audiência voltada para um público formador de opinião das classes A/B. Sua programação mescla hits internacionais e nacionais, com maior destaque para a música pop norte-americana. Se o ouvinte se basear na rádio para descobrir novidades da música brasileira não vai encontrar.

Pelas análises das cinco datas selecionadas, dentre 666 músicas da programação a emissora carioca, 195 delas (cerca de 30%) são brasileiras. As composições mais novas (originais lançadas entre 2010-1019), no entanto, não são muito comuns na rádio. Apenas 101 composições (pouco mais de 15%) são desse período. O número de composições brasileiras entre 2010-1019 é, logo, ainda menor. Foram apenas 46 (quase 7% do total), sendo que apenas 17 delas são de 9 artistas novos. Entre eles estão Anitta, AnaVitória, Melim, Marcelo Jeneci e Nina Fernandes.

“A JBFM tem ouvintes muito tradicionais, que têm uma certa resistência a um estilo, digamos, mais alternativo”
– Angélica Cabral

Na lista de 200 mais tocadas dos últimos meses na JB aparecem músicas de apenas 8 artistas novos brasileiros, singelos 4% do total. Destaque é para “Ouvi Dizer”, música do Melim, a mais tocada no período. Outros nomes que aparecem nessa lista são de artistas como Silva em parceira Anitta, Roberta Campos e De Maria. Além de Melim, os poucos nomes brasileiros que aparecem entre as 10 mais tocadas na rádio no período são Skank, Vanessa da Mata e Roberta Sá.

“A JBFM tem ouvintes muito tradicionais, que têm uma certa resistência a um estilo, digamos, mais alternativo”, afirma Angélica Cabral, produtora da emissora carioca. Ela lembra que a JB toca mais música internacional do que nacional, mas há sempre um lançamento brasileiro toda semana. “Fazemos isso num especial aos domingos. Neste espaço, costumo lançar alguém da nova cena”. Nomes como Iza, Bruno Galvão e Illy são alguns citados pela produtora.

Rádio pública

Com um modelo menos comercial, a rádio Educadora FM, de Salvador, única rádio pública analisada, mostra uma diversidade maior de artistas, estilos e novidades. Analisamos 1.385 músicas executadas na emissora, sendo que delas 1.219 são brasileiras (88% do total). Assim como nas outras rádios analisadas, a programação da emissora também tem foco em composições com mais de 20 anos, 60% do total.

No caso da rádio baiana, 25% da programação é de músicas mais recentes. A diferença aparece entre os artistas mais novos, com eles ocupando ao menos 14% da programação. Muitos desses são artistas baianos em início de carreira, além de destaques da música brasileira contemporânea, como BaianaSystem, Céu, Criolo, Alice Caymmi, Emicida e Tulipa.

“Uma das coisas mais difíceis é tocar uma música nova que a audiência não conhece, pois é aí que você pode perder o ouvinte”
– Daniela Souza

Na análise das 13 rádios, a contribuição da Educadora é fundamental para o aumento de artistas novas. Sem a contribuição da emissora, a porcentagem de novidades nas rádios analisadas cairia de 5% para 3,2%. A lista das 200 mais tocadas revela ainda mais surpresas e novidades. Apesar de também conter medalhões e veteranos entre os mais executados, a rádio possui várias inserções de músicas de nomes como Alice Caymmi, Céu, Luedji Luna, Silva, Aiace, Marcela Bellas, Barro, Johnny Hooker, entre muitos outros. São 65 nomes o que significa 32,5% de novidades na programação entre os mais tocados.

A coordenadora da Educadora FM, Daniela Souza, explica que introduzir
músicas novas no rádio é bem complexo, mesmo quando o artista já é consagrado. “Uma das coisas mais difíceis é tocar uma música nova que a audiência não conhece, pois é aí que você pode perder o ouvinte”. Ela explica que busca na rádio apresentar músicas novas para velhos ouvintes e músicas antigas para as novas gerações. “Nossa estratégia é usar as músicas conhecidas para introduzir outras que estão surgindo. Eu toco Maria Bethânia para executar a Josyara”.

“O artista só aumenta seu cachê quando toca no rádio. O mundo do sertanejo tem times inteiros para o meio. Anitta nunca deixou de tocar no rádio, trabalha todas lá”
– Tina Valente

Parece pouco. Mas basta para que muitos ainda mantenham o rádio no seu radar. “O artista só aumenta seu cachê quando toca no rádio. O mundo do sertanejo tem times inteiros para o meio. Anitta nunca deixou de tocar no rádio, trabalha todas lá”, diz Tina Valente, divulgadora com atuação nacional. “Decretar o fim do rádio é não entender que o mercado virou 360, que o segmento digital tem peso mas não está sozinho. Enquanto alguns desistem do rádio, os inteligentes que ficarem vão nadar de braçada.”

Bons números fora das rádios

Os artistas da música brasileira contemporânea com origem no universo independente estão fora das rádios, mas possuem bons números fora de lá. Especialmente do rap, que é excluído das rádios tanto populares quanto adultas. Nomes como Emicida, Criolo, Djonga, Baco Exu do Blues e Rael já ultrapassaram 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, por exemplo. Algo que artistas como Jorge Vercilo, Zelia Duncan e Marina Lima, que são frequentes nas rádios, não possuem. Os 5 artistas do rap também possuem números expressivos nas redes sociais. Entre 695 mil e 1,6 milhão de seguidores no Instagram, e entre 480 mil e 1,24 milhão no Youtube. Algo que muitos artistas assíduos no dial também não possuem. Outros nomes com forte presença nas plataformas e redes digitais e fora das programações das rádios são Duda Beat, Silva e Liniker.

Portas abertas em rádios gringas

Enquanto a maior parte das rádios brasileiras não dá muita atenção a esse segmento da música brasileira contemporânea, as rádios europeias especializadas há tempos se abrem para as novidades daqui. Há muitos anos, nomes como Criolo, Céu, Lucas Santtana, Tiganá Santana, Jurema, Luisa Maita, entre outros, frequentam as listas de mais executados da World Music Charts Europe, organização que reúne especialistas em rádio de worldmusic de vinte e quatro países europeus. Em 2019, essa parada já destacou discos de artistas como Dona Onete, Luedji Luna, DJ Dolores, Bixiga 70, Saulo Duarte e Serelepe. Alguns deles, inclusive, ocupando o primeiro lugar dessas paradas.

Critérios para análise das programações

Para chegar aos números apresentados foram analisadas as programações fornecidas pela empresa de monitoramento Crowley Broadcast em cinco datas diferentes (10/4/2018, 15/1/2019, 10/4/2019, 11/4/2019 e 07/6/19), das 7h às 19 horas, de 13 rádios de seis capitais brasileiras.

Foram três rádios de São Paulo (Alpha FM, Antena 1 FM e Nova Brasil FM), três do Rio de Janeiro (JB FM, Paradiso FM e Nova Brasil FM), quatro de Salvador (A Tarde FM, GFM – ex-Globo FM, Educadora FM e Nova Brasil FM), 1 de Belo Horizonte (Alvorada FM), 1 de Recife (Tribuna FM) e 1 de Curitiba (Ouro Verde FM).

Dessas programações tivemos um total de 10.019 músicas analisadas. Para um resultado que revelasse de fato o que de novidade chegava nas rádios, decidimos levar em conta o ano de composição destas músicas. Isto porque uma parte delas são de regravações, versões, gravações ao vivo, acústicos ou tributos.

Foram analisadas também as 200 músicas mais tocadas entre 01 de junho de 2018 à 30 de junho 2019 nas 13 rádios selecionadas. A Educadora FM, de Salvador, aparece com mais músicas analisadas pois forneceu diretamente para a reportagem a programação completa dos dias analisados.

* Colaboração de Ana Eliza Correia na tabulação e organização dos dados.

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25 Comentários

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  4. Waldir Martins Reply

    Parabéns pela ampla pesquisa e análise do conteúdo!
    Uma vez que o lugar do radio continua relevante para a disseminação da música no Brasil, é evidente o penoso caminho que os artistas mais novos na estrada precisam trilhar para terem seus trabalhos executados por este meio.
    O ensaio também salienta o peso do capital nesse processo. A necessidade de manter seus anunciantes ante o público ouvinte. A resistência a música nova seria a mesma a um gênero cuja identidade remete à uma classe social, a exemplo do rap? (…)

    1. Luciano Matos Reply

      Acho que o capital é um dos pontos, mas existe a preguiça em conhecer o novo, correr atrás, pesquisar, ter coragem em apostar. Existe muitas novidades que são sucesso fora do rádio, mas podiam ganhar outro peso se elas contribuíssem.

  5. Waldir Martins Reply

    (…) Seriam as emissoras públicas as responsáveis para “puxar” o fio que dá relevo às novas músicas no cenário nacional? Em que contexto o reggae poderia compor a sua pesquisa?
    Seu trabalho se propôs a analisar, haveria caminhos para a superação desta triste realidade?
    Meus cumprimentos mais uma vez pelo belo trabalho!

    1. Luciano Matos Reply

      Obrigado, acho que é um tema importante. estou dando minha contribuição. o reggae é mais um gênero musical praticamente esquecido pelas rádios, sem dúvida. Achoque, como quase tudo em nossa sociedade, precisa de pressão pública.
      abs

  6. Priscilla Oliveira Reply

    Bom dia! Muito boa matéria e ótimo saber sobre os dados. Moro em Recife e faço parte de um coletivo que mantém uma rádio comunitária. Na nossa programação toca bastante música de artistas contemporâneos, inclusive temos uma faixa noturna diária para artistas nordestinos com produções de 2017 até atualmente. Infelizmente não vemos isso na maioria das rádios comerciais, embora aqui em Recife tenha algumas com esse viés, como a rádio pública. Vamos fazendo nossa parte e esperamos ouvir uma programação mais diversa nas rádios.
    Abraço!

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