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Os encontros marcantes da música brasileira em 2011

Como falamos no texto sobre os encontros internacionais, são os shows hoje quem tem concentrado alguns dos melhores momentos da música. Na produção brasileira não poderia ser diferente os encontros marcantes aconteceram muito mais em cima dos palcos,  em festivais ou projetos. Alguns encontros já haviam acontecido, apenas consolidação de parcerias, outros surgiram através de discos, outros saíram da cabeça de produtores. Alguns foram inéditos e criaram parcerias inesperadas, mas sensacionais. Boa parte destes encontros vai marcar 2011 e talvez a carreira de alguns dos artistas. Vamos relembrar alguns destes encontros marcantes na música brasileira em 2011.

Um dos destes encontros aconteceu repetidas vezes e reuniu duas das reveções da música brasileira em 2010. Marcelo Jeneci e Tulipa chamaram atenção por seus discos e em 2011 rodaram o país e muitas vezes dividiram o mesmo palco. São Paulo, Recife, Salvador e outras cidades viram este encontro, relembre como foi. Aqui eles cantam ‘Dia a Dia, Lado a Lado’ em um show em São Paulo.

Outro daqueles encontros imperdíveis reuniu um dos maiores compositroes contemporâneos de nossa música com uma das novas cantoras mais importantes. Num show de Marcelo Camelo no Sesc Pompéia, em São Paulo, ele intimou Vanessa da Mata a cantar, mesmo ela estando ali apenas como público, Combinado ou não, ela subiu ao palco e fez com ele uma versão de ‘Samba a Dois”, música presente no disco ‘Ventura’ do Los Hermanos.

Marcelo Camelo também apareceu como convidado. No show de lançamento do novo disco de Wado, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, eles dividiram o palco em três músicas, ‘Pavão Macaco’ (de Wado), ‘Copacabana’ (de Camelo) e ‘Com a Ponta dos Dedos’. Esta última é inclusive a música que Camelo participa como convidado no novo álbum de Wado, ‘Samba 808’.

Não foi só em São Paulo que rolaram estes encontros marcantes. Em Salvador, por exemplo, aconteceram alguns. Um deles foi a participação de Ronei Jorge no show do Cérebro Eletrônico no Festival Lado BA cantando ‘Bem mais Bin que Bush’. Ainda no festival, rolou a retribuição, com Tatá Aeroplano, do Cérebro, cantando ‘Nega’ no show de Ronei Jorge.

Em Belém, um encontro de dois nomes que vêm chamando atenção, a banda Móveis Coloniais de Acaju e a cantora Gaby Amarantos. Eles se encontraram no projeto Rotas Musicais e tocaram ‘Xirley’ hit de Amarantos, que ficou ainda melhor com o charme dos sopros e o clima da Móveis. Poderia rolar mais vezes assim:

No Festival Rec Beat, no Recife, em pleno Carnaval, um encontro interessante entre duas cantoras. Thalma de Freitas também recebeu em seu show a cantora Gaby Amarantos. Pena que a gravação esteja ruim.

No Conexão Vivo, em Salvador, um encontro marcante entre algumas de nossas melhores cantoras. Márcia Castro, Mariana Aydar, Mayra Andrade e Mariella Santiago mandaram muito bem a bela ‘Canto Das Três Raças’ de Clara Nunes.

Um dos encontros com maior talentos por metro quadrado foi o show da banda Macaco Bong no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. O grupo reuniu no mesmo palco Victor Araújo, no piano; Siba, na rabeca; Guizado, no trompete; Jack (do Porcas Borboletas), na percussão; DJ Nyaki, nas pick-ups e Emicida, nos vocais.

Talvez o encontro mais marcante do ano tenha sido o que juntou duas gerações da música cearense. Dois monstros da nossa música, Fagner e o Cidadão Instigado de Fernando Catatau estiveram juntos num show que reuniu os clássicos do veterano cantor com as preciosidade do mais novo, um participando das obras do outro e dando um valor ainda maior a elas.

O Cidadão Instigado teve outros encontros memoráveis. Com Odair José, o grupo atualizou e deu uma cara própria à música de um dos mestres da chamada música brega, ‘ Mundo Feito de Saudade’. Uma música que poderia estar no repertório do grupo cearense e um encontro que mostra de onde veio muito do som que eles fazem.

No Teatro Rival, no Rio de Janeiro, o Cidadão Instigado recebeu Dado Villa Lobos. Juntos tocaram duas músicas célebres do Legião Urbana, ‘Andrea Doria’ e ‘Tempo Perdido’, com o jeito Catatau fazendo toda diferença.

Outro encontro de gente grande foi do Autoramas com B-Negão. Veteranos da cena carioca, eles juntaram as forças e fizeram alguns poucos e memoráveis shows juntos. No repertório músicas das carreiras de cada um, além de hits do Planet Hemp e sucesso imortais de várias épocas. Poucos lugares tiveram a honra de receber este show, um dos poucos foi a cidade baiana de Vitória da Conquista.

Um dos nomes que surgiram com destaque em 2011, o cantor Filipe Catto, recebeu a cantora Marcia Castro em alguns de seus shows. Aqui eles cantam ‘Roupa do Corpo’, do próprio Catto, em show de lançamento de seu CD, ‘Folêgo’, no Auditório Ibirapuera.

Alguns festivais também promoveram encontros memoráveis. Foi o caso do Rock in Rio que no palco secundário, batizado como Sunset, recebeu vários artistas reunidos em shows conjuntos. Teve de Tom Zé e Mutantes, a Tulipa e Nação Zumbi e Cidadão Instigado e Jupiter Nação. Nem todos deram tão certo, mas pelo menos dois merecem menção: o encontro do Móveis Coloniais de Acaju com a Orkestra Rumpilezz e Mariana Aydar e Sepultura com o Tambours du Bronx e participação de Mike Patton numa versão sensacional de ‘Roots Bloody Roots’

O Rap foi um dos destaques de 2011 e também não poderia de deixar de reunir alguns de seus nomes ilustres no ano. Criolo e Emicida estiveram por palcos diversos, sozinhos, recebendo convidados ou participando de shows de outros artistas. Um dos momentos mais marcantes disso foi no palco do VMB, prêmio da MTV. Nele, Criolo cantou seu hit, e uma das melhores músicas de 2011, ‘Não Existe Amor em SP’, ao lado do sempre presente Caetano Veloso. Ficou bonito.

Criolo também dividiu o palco com a Orquestra Imperial, num show especial dentro do Festival Telefonica Sonidos, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

No Urban Music Festival, em São Paulo, Emicida, Instituto e Criolo mandaram ‘Cerol’ com uma participação especial do público.

E que tal Lurdez da Luz cantando seu principal hit, ‘Andei’, ao lado das cantoras Luisa Maita e Mariana Aydar no Studio SP, em São Paulo?

E teve encontro até no Japão, não bem de dois artistas brasileiros, mas, de toda forma, de música brasileira. Moreno Veloso fez, em Osaka, Japão, uma participação em show da banda japonesa os Novos Naniwanos, que faz releituras de músicas de Armandinho, Dodô & Osmar e dos Novos Bainaos. Entre outras músicas eles tocaram juntos ‘Frevo Novo’ . Só a dancinha já vale o vídeo.

Mundo Feito de Saudade

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5 Comments

  1. Zé Henrique Reply

    Tomara que essa Tulipa seja de fato efêmera e a Márcia Castro – ainda não ouvi seu segundo disco – merece uma melhor sorte.

  2. Pingback: :: el Cabong :: » Os encontros marcantes de 2012 na música brasileira

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