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Receita de artista: como sustentar carreiras

Todo artista sonha em viver do fruto direto da sua arte, como a arrecadação de direitos autorias. Mas a realidade e as dinâmicas do mercado nem sempre o propiciam, de maneira que proliferam soluções alternativas adotadas por artistas empreendedores, que arregaçam as mangas e atuam diretamente na gestão das próprias carreiras. Se um dos possíveis manás dos tempos passados – os polpudos contratos com grande gravadoras – se tornou tão raro que quase não figura como uma opção viável, criadores de todo o país encontram novas formas de se bancar. Que passam por financiamento de coletivo,  editais públicos, patrocínios de empresas, plataformas on-line de autodivulgação e show ao vivo, mershandising de produtos, a velha venda de discos (devidamente adaptada à era digital) e, por que não?, até um eventual contrato com gravadora.

Artistas, especialistas em gestão, empresários coincidem num ponto: dificilmente um artista sobrevive de apenas uma dessas iniciativas e precisa entender de uma vez que é parte ativa no processo de elaboração de estratégias. Para o Consultor do Sebrae especializado no mercado de música, Leonardo Salazar, todo criador de arte deve enxergar sua atividade como um negócio e isso não desqualifica a criação artística, pelo contrário, esse comportamento aumenta as chances de sucesso no desenvolvimento da carreira. “O que vai mudar de um artista para o outro, obviamente, é o peso de cada categoria de receita em relação ao faturamento total”, afirma.

“Todo criador de arte deve enxergar sua atividade como um negócio e isso não desqualifica a criação artística.”

– Leonardo Salazar

Fazer shows e vender discos, por exemplo, continuam sendo as formas mais comuns, e, agora, viabilizam-se por meio de formatos inovadores como financiamento coletivo, ou crowdfunding. Nele, o artista propõe um projeto (portanto, o primeiro passo, naturalmente, é ter o que dizer e saber como vender a ideia), calcula o custo e publica tudo numa das inúmeras plataformas dedicadas ao modelo. O público, por sua vez, o apoia, o apoia, se quiser e com quanto puder. Em troca, esses fãs patrocinadores ganham recompensas (estreias exclusivas, brindes, discos e outras peças autografadas), dependendo do valor desembolsado. O maior prêmio, no entanto, é ver o projeto no qual investiu sendo realizado.

Nomes como Vander Lee e Lucas Santtana são alguns dos que apostam nesse formato. Lucas já havia produzido um disco anterior, “Sobre Noites e Dias” (2014) com contribuição dos fãs. Agora prepara “Modo Avião”, sua oitava realização, juntando música, cinema, literatura e quadrinhos.

Lucas Santtana modo aviao

O cantor e compositor Lucas Santtana é um dos artistas que tem apostado no financiamento coletivo como forma de impulsionar trabalhos específicos

Neste novo projeto, o músico baiano pediu R$ 43 mil na plataforma Catarse.me para produzir o CD, um texto literário e uma HQ. Como contrapartida, oferece os próprios produtos, além de shows, discotecagens, uma tarde com o artista, participação das gravações, entre outras coisas. “Estou apostando novamente porque já tenho as músicas prontas e todo o desenho do disco novo. É um formato inédito no mundo ainda e preciso realizá-lo logo, não quero esperar por algum dinheiro que possa vir de outra fonte no momento”, explica.

Falecido no início de agosto, o cantor e compositor Vander Lee estava testando pela primeira vez o financiamento coletivo, na plataforma Kickante.com.br. O mineiro queria viabilizar um DVD comemorativo de seus 20 anos de carreira, gravado em um show realizado em julho passado, no Rio de Janeiro. Após sua morte, os amigos decidiram dar seguimento à campanha. Para alavancar a arrecadação contaram com a participação de vários artistas gravando vídeos convocando os fãs para fazerem doações, entre eles Alcione, Fagner, Samuel Rosa e Lô Borges.

Para ele, nos momentos de crise, o primeiro setor afetado é a cultura e, segundo opinava, depender de editais e leis de incentivo não é algo viável nos dias de hoje. “Tínhamos a opção de inscrever em leis federais, estaduais ou municipais. Se fosse inscrever quando tivemos a ideia, teria que esperar ser aprovado, depois viria o trâmite burocrático. Estaria agora atrás de patrocinador com o projeto debaixo do braço. Teria um ano pra conquistar e talvez só realizasse em 2017”, disse ele à reportagem ainda antes de falecer.

Era tentar isso ou chamar os próprios fãs pra colaborar desde o início do processo. Vander havia escolhido a segunda opção. O valor total da gravação gira em torno de R$140 mil, que teria uma parte tirada da bilheteria do show, outra pela compra antecipada do DVD e outra pela “vaquinha” junto aos fãs. Vander pediu R$ 90 mil pelo financiamento, e iria utilizar o recurso que obtido na campanha, mesmo não alcançando a meta final. “Achamos que patrocínio direto seria mais curto. Dessa forma, coloco meu potencial criativo em tempo real, em poucos meses você sabe se vai dar ou não, se é viável ou não”. A campanha (veja aqui) foi encerrada com arrecadação de pouco menos que R$ 19 mil. Após o falecimento do cantor, no entanto, as possibilidades de se levantar recursos, com a realização de shows, foram findadas. Por sugestão de fãs e amigos, uma nova campanha foi criada, uma ação simples, direta e sem recompensas, apenas com o objetivo de cobrir os custos de finalização e entregar ao público o último DVD do artista.

Venda de produtos
Há quem não dependa de intermediários e bole estratégias multidirecionais e quase todas bem executadas. Um desses casos extremos de sucesso – com boas vendas de discos online e física, frequentes shows “sob medida”, financiamento coletivo e variadas iniciativas de marketing – é o da banda paulista O Teatro Mágico. Eles realizaram uma das campanhas mais emblemáticas do Brasil, arrecadando cerca de R$ 400 mil através de apoio de quase 3.600 pessoas. Com isso, conseguiram viabilizar a compra de todo equipamento de som e iluminação utilizado em suas viagens.

teatro magico

A banda O Teatro Mágico aposta no modelo 2.0, tratando diretamente com o público, e criando uma série de produtos.

O grupo é um símbolo do chamado mercado 2.0, termo adotado por um de seus mentores, Gustavo Anitelli, responsável pela gestão e compositor da trupe. Um modelo de negócio baseado na fidelização transparente a partir das redes. “Esse modelo envolve um meio, a internet, e um modo, uma postura transparente, clara e participativa do público na carreira da banda. Acho que é um modelo mais capaz de colocar o público como um participante ativo da carreira. Ele não é só uma audiência, como no passado. Não está lá só para receber. É um público ativo. Essa cultura da participação é o que a gente tem de mais precioso”, celebra.

Um dos trunfos do grupo é ir além da música e oferecer uma “experiência”, apostando sempre nessa relação próxima com os fãs. Show a pedidos dos seguidores da banda, por exemplo, são comuns. No começo do ano, O Teatro Mágico atendeu a uma demanda de um grupo e tocou um de seus álbuns na íntegra. Uma das marcas do grupo, porém, é o trabalho de sua lojinha e dos produtos de merchandising, que além dos CDs e DVDs, vende camisetas de vários tipos, canecas, adesivos, bótons, capas para celular e até abridor, chaveiros, mouse pad, fronha, mochila, moletons e pijama.

“(O público) não é só uma audiência, como no passado. Não está lá só para receber. É um público ativo. Essa cultura da participação é o que a gente tem de mais precioso”

– Gustavo Anitelli (O Teatro Mágico)

A renda com as vendas dos produtos costumam superar em alguns momentos até o faturamento com as próprias apresentações. “Já teve ano que metade dos lucros do Teatro Mágico foi só do merchandising. Isso varia muito, de acordo com o momento da economia e de como você trabalha os produtos. O merchandising é um ponto estratégico. Tem momentos em que não dá para rentabilizar tanto, mas se engatar os produtos certos a possibilidade de lucrar é muito violenta”, explica Gustavo.

Shows e transmissões online

Se o modelo 2.0, mais atual e direto com o público, é ao mesmo tempo o presente e o futuro, a sustentabilidade por meio dos shows dialoga diretamente com o passado, Mesmo utilizando financiamentos coletivos ou vendendo produtos, os próprios Lucas Santtana e O Teatro Mágico ainda mantêm as apresentações – presenciais ou virtuais – como fundamentais para manutenção de suas carreiras.

EDDIE

A pernambucana Eddie é um exemplo de banda que aposta nos shows para viabilizar a carreira.

A banda pernambucana Eddie diz ter nas performances ao vivo sua maior fonte de dinheiro e principal modo de sobrevivência. Com uma carreira de quase 30 anos, passando por um momento de evidência no período do Mangue Beat, o grupo segue se adaptando às mudanças do mercado de música. Já tiveram contrato com major, já lançaram discos independentes, já circularam por quase todo o país, criaram lojinha virtual. Mas o foco principal são as apresentações.

Para viabilizar esse modelo, o vocalista e líder da banda, Fábio Trummer, diz que o único caminho é trabalhar muito e aproveitar as oportunidades que surgirem. “No início, investimos em tocar no Rio, em São Paulo, Salvador, Brasília, Natal, João Pessoa, Maceió e Fortaleza… passamos muitos perrengues, dormimos de favor, em pleno palco, no chão de apartamento de amigos… comemos pouco, dormimos pouco, carregamos equipamentos em ônibus de linha cruzando o país. Trabalhávamos na bilheteria, no bar, no palco, montávamos e desmontávamos o som e o palco, fazíamos os cartazes e panfletos, saíamos para colar pela cidade, para distribuir panfletos, batíamos nas portas das gravadoras, das casas de show, produzíamos nossos próprios shows. Costumo dizer que se requerem pelo menos 15 anos de muito trabalho pra começar a ganhar algum dinheiro com o trabalho de música autoral”, descreve Trummer.

“Costumo dizer que se requerem pelo menos 15 anos de muito trabalho pra começar a ganhar algum dinheiro com o trabalho de música autoral”

– Fábio Trummer (Banda Eddie)

Se os shows são um dos modelos mais tradicionais e duradouros, há novos formatos que ajudam um bocado. Entre eles estão as transmissões pagas feitas pela internet propostas por sites como o Netshow.me. O formato é parecido com o crowdfunding, mas focado em apresentações ao vivo, seja transmissões de shows com público presencial, sejam performances exclusivas para web. Funciona assim: os artistas criam suas transmissões, e os fãs pagam para assistir, podendo ganhar prêmios, que podem ser aos que mais doarem antes e/ou durante sua transmissão ou CDs autografados, camisetas, ingressos de shows…

Alguns artistas aproveitam as transmissões para valorizar a relação com os fãs. Em 2014, a banda Fresno quando estava participando do festival SXSW, no Texas, decidiu realizar sua primeira transmissão ao vivo pelo Netshow.me e fazer uma promoção inusitada. Antes de subir ao palco, haviam pedido uma pizza que só chegou quando estavam no meio da apresentação e até o entregador entrou no show. O vocalista da banda, Lucas Silveira, aproveitou a ocasião e anunciou no meio do show que transformariam a caixa autografada da pizza em recompensa ao principal apoiador.

manuela rodrigues

A cantor e compositora Manuela Rodrigues consolidou a carreira com o auxílio de editais públicos.

Patrocínios e editais

Há ainda um formato que ganhou bastante evidência em anos passados, num momento de fortalecimento do Ministério da Cultura. São as leis de incentivo e, em consequência, os editais, que, de certa forma, acabaram inibindo os patrocínios diretos. Há editais públicos de prefeituras, estados e União, como um recém-lançado da prefeitura do Rio de Janeiro para a produção de espetáculos inéditos, apoios a grupos e companhias para continuidade de repertório, eventos ou festivais. Serão selecionados no mínimo oito projetos de até R$ 200 mil e quatro projetos de até R$ 100 mil. Na Bahia, o governo do Estado acabou de encerrar as inscrições para um edital setorial de música no valor R$ 1,5 milhão, voltado para ações como circulação de shows e concertos, produção de discos, registros musicais em audiovisual, em formatos diverso, entre outras iniciativas. Consultas às páginas das secretarias de Cultura de estados e municípios ajudam a conhecer as iniciativas.

Além disso, empresas como Natura, Itaú e Petrobras passaram a promover editais próprios para apoio a artistas e projetos musicais, utilizando-se das leis de incentivo federais e estaduais e obtendo isenção fiscal. Esse formato tem garantido a realização de projetos muitas vezes inviáveis sem apoios financeiros mais consistentes. Também são um bom colchão para a realização de lançamentos menos comerciais e trabalhos de artistas iniciantes ou menos populares.

A cantora e compositora baiana Manuela Rodrigues, que já venceu diversos editais, tanto públicos quanto privados, crê que essa alternativa de financiamento ajudou a profissionalizar ou a dar “mais dignidade” ao mercado. Também com eles, ela afirma, se conseguiram-se viabilizar produtos que teriam mais dificuldade no mercado mais comercial. “Ajudou a gente a respirar num momento que o mercado estava muito difícil”.

“(o financiamento através de editais) ajudou a gente a respirar num momento que o mercado estava muito difícil”.

– Manuela Rodrigues

Manuela lembra como os editais serviram para embalar sua carreira. “Quando começou esse movimento de edital, poucas pessoas tinham esse know-how. Não tinha muita gente que escrevia, e eu logo de cara me arrisquei a entender o formato e me inscrever. Fui aprovada em muitos, para videoclipe, turnê, circulação, residência artística, finalização de disco. Me inscrevia em 40 para poder ser aprovado em cinco, e hoje continuo me inscrevendo em tudo para poder ganhar em algum. Em certo momento isso deu um gás à minha carreira”. Ela destaca, no entanto, que os editais e a isenção fiscal inibiram a iniciativa privada, que era mais aberta e apoiava diretamente, mesmo que fosse para pequenos investimentos. “Isso não acontece mais, infelizmente”.

Hoje, dificilmente um artista vai conseguir trilhar um caminho próspero se achar que basta fazer sua música e esperar ser descoberto. Se o artista precisa ser um pouco de tudo, produtor, assessor de imprensa e vendedor, com tantas possibilidades, ele pode escolher melhor como pretende levar adiante sua carreira. As alternativas cada vez são mais diversas e mais disponíveis. Como diz Lucas Santtana, “existem muitos caminhos e cada pessoa precisa decidir qual o melhor para si”.

As vantagens e desvantagens de cada modelo:

crowdfunding
– CROWDFUNDING

  • Vantagens:
    Produzir com a ajuda de um coletivo de pessoas sem precisar passar por mais nada nem ninguém;
    – Publicação e divulgação online da ideia de forma quase imediata, sem custo e sem burocracia;
    – A plataforma funciona também como uma ferramenta de marketing, dando uma visibilidade à campanha;
    – Permite disponibilizar a pré-venda de um produto;
    – Permite que investidores com pouco capital e pessoas comuns possam contribuir com pequenos montantes;
    – Até as pessoas que não podem contribuir, mas que se interessam pelo projeto, podem ajudar na divulgação pelas redes sociais.
  • Desvantagens:
    – Não funciona para quem não tem uma boa base de fãs ou seguidores;
    – É necessário ter logo de início um público já interessado, caso contrário, será conveniente conquistar uma grande audiência num curto espaço de tempo;
    – Não funciona para projetos que necessitem de grandes montantes de dinheiro;
    – Caso a campanha não atinja os objetivos, poderá acarretar uma repercussão negativa do artista;
    – As campanhas podem contribuir para viabilizar projetos específicos e de curto prazo, mas dificilmente irão sustentar uma carreira ou um projeto a longo prazo;

Dicas

“Crowdfunding é uma ciência, como outra qualquer. Você precisa estudar porque as variáveis são enormes. Tem que saber fazer a campanha e, além disso, estudar o andamento dela, porque o que funcionou em uma pode não funcionar na outra. Depende de muitos fatores externos” – Lucas Santtana.

“Acho que a primeira coisa é fazer o projeto mais viável possível. A colaboração não é só financeira, tem que vir desde a equipe que está trabalhando, até os prestadores de serviço. A gente fecha apoio em dinheiro e esquece que pode conseguir apoio cultural. Tem que ser o mais próximo da realidade possível e fazer uma campanha bem consistente na internet, já que a gente não consegue acessar todas as pessoas ao mesmo tempo. Outra coisa importante é oferecer boas contrapartidas para esses sócios.” – Vander Lee

merchand– MERCHANDISING

  • Vantagens:
    – Possibilidade de lucrar muito mais com seu trabalho;
    – Ter controle sobre sua venda;
    – Conhecimento de seu público;
    – Possibilidade de planejar e fazer estratégias.
  • Desvantagens:
    – Só funciona se o artista tiver marca forte e, portanto, despertar interesse do público pelos produtos;
    – É preciso ter tempo livre apara aprender e depois executar;
    – Dá bastante trabalho e há um risco;
    – Exige capacidade de organização;
    – Relação com fornecedores gera desgaste.

Dicas
“Eu vejo bandas muito grandes que não conseguem vender nada e bandas pequenas que conseguem vender muito. Tem que pesquisar o funcionamento de uma loja de e-commerce normal. Tem que comprar e pesquisar na loja das pessoas, ver como funciona, como é a venda em quem tem lojas legais. E mais, para você ser um bom vendedor, você tem que ser um bom consumidor” – Gustavo Anitelli – Teatro Mágico.

show
– SHOWS

  • Vantagens:
    – Possibilidade de poder mostrar as músicas para um público diferente e divulgar seu trabalho;
    – Gerar receita e com isso poder fazer a estrutura por trás da banda ou do trabalho (técnica, produção, imprensa);
    – Prazer de realização em interpretar as próprias músicas.
  • Desvantagens:
    – Risco de se apresentar para pouco público;
    – Ficar longe da família;
    – Não ter hora definidas para nada, se alimentar, dormir, comer, descansar e etc;
    – Muitos deslocamentos, de van, avião, e ter de enfrentar estradas;

Dicas
“Que pense que ser músico é viver sem grana, sem posses, com um estilo completamente diferente do que é exigido pela sociedade, que o melhor é não ter âncoras: família, filhos e etc, pelo menos nos 10 primeiros anos, pois você vai precisar de todo o seu tempo e dinheiro só para correr atrás das oportunidades e talvez assim você consiga ter um retorno a longo prazo. Mas a maioria não chega lá. Por isso é importantíssimo ter amor ao que faz, senão o trabalho fica insustentável. E é importante que pense em desenvolver sua própria música, só assim pode ser ter longevidade nesse trabalho.” – Fábio Trummer (Banda Eddie)

patrocinio
– EDITAIS PÚBLICOS E PRIVADOS

  • Vantagens
    – Garante recursos diretos para os trabalhos e projetos;
    – Costuma remunerar adequadamente todos os profissionais envolvidos;
    – Só por ganhar já se tem uma visibilidade midiática;
    – Colocam o artista em um novo patamar.
  • Desvantagens
    – Trâmites burocráticos costumam dar trabalho e atrasam realização;
    – Poucos projetos aprovados para muitos inscritos;
    – Não há editais para todos tipos de projetos
    – Pode limitar a liberdade, já que determinam prazos e cronogramas que nem sempre funcionam;
    – Podem engessar a realização, já que precisam seguir as definições dos apoiadores.
    – Possibilidade de perder outras parceiras por achar que o edital garante tudo;
    – Editais podem exigir um padrão muito alto de entrega.

Dicas
“Ler o regulamento. Sempre. É bem básico, mas cada edital tem seu regulamento específico, com o que é de interesse da empresa ou do próprio edital. Às vezes você tem um projeto interessante, mas não se encaixa naquele formato de edital. Você vai gastar energia, mas só depois vai perceber que não adiantava. Ou você dequa o projeto ao edital ou não inscreve. Agora, acredito que tem que continuar insistindo, observando no que melhorar.” – Manuela Rodrigues

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