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Reativados, Retrofoguetes preparam novo disco e pretendem pousar na Europa

Eles andavam sumidos, tocando pouco e aparecendo mais com o projeto paralelo de Carnaval. Depois de algumas mudanças na formação, os Retrofoguetes estão de volta, cheios de planos, preparando o terceiro disco, com show novo e retomando o caminho da estrada. Agora Julio Moreno (guitarra) e Fábio Rocha (baixo) se juntam definitivamente a Rex (bateria) e Morotó Slim (guitarra), que farão show nesta sexta (14/8) no Commons e já partem para uma apresentação fora do estado no festival Invasão Baiana, no dia 23 de agosto, no Rio de Janeiro.

Quem for aos shows vai ver agora um quarteto, com duas guitarras, aquela mesma sonoridade típica, mas com uma pegada mais latina, que vai ficar mais evidente no novo disco que a banda está produzindo. O trabalho está em pré-produção, com a banda já compondo e fazendo os arranjos, e, segundo Rex, seguindo exatamente o que estava planejado para depois de “Chachachá”, o último disco. “Vai ser um aprofundamento do conceito da banda, com uma presença ainda maior da nossa influência do cinema, das trilhas, a participação de outros músicos e uma presença forte da música latina. Estamos compondo a trilha de um filme que está na nossa cabeça”, explica. Com produção de andré t, o disco deve sair no primeiro semestre de 2016, após o Carnaval. Antes do CD, no entanto, a banda solta um EP de polcas.

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Para ele, é como se a banda, mesmo com mais de uma década de existência, estivesse começando do zero. “Acho que o ciclo de um disco sempre se encerra e um novo se inicia com um novo trabalho. No nosso caso, além disso, estamos iniciando uma nova fase com essa nova formação e muitas mudanças. Acumulamos toda a experiência desses 12 anos, lógico, nosso trabalho é reconhecido em todo o país, mas sabemos que passamos um tempo quase em silêncio e precisamos fazer as pessoas saberem que estamos de volta”, explica.

Retrofoguetes 2015_2 (Foto por Ricardo Prado)E não deve demorar. A banda, que já circulou bastante nessa longa trajetória, tocou em vários estados e festivais, sabe os caminhos. Além dos dois shows marcados, estão trabalhando para outras apresentações pelo país. “Estaremos de volta ao Rio em novembro e já estão surgindo outros convites. Agora, as coisas vão engrenar mesmo quando lançarmos o novo disco ano que vem”. Só que além de reconquistar o Brasil, o plano é ir além e finalmente criar uma carreira internacional. “Saímos do Brasil apenas uma vez, quando tocamos em três cidades argentinas. Queremos tentar tocar em outros países da América do Sul e da Europa, mas sabemos das dificuldades pra colocarmos isso em prática. Estamos nos organizando”.

Entre amigos – Essa reativação não é bem um retorno, já que a banda não havia terminado. Após a saída do baixista CH, o Retrofoguetes passou por indefinições e ficou em stand by, respondendo apenas a chamadas, sem se mexer muito. “Isso era porque Joe morava fora, agora queremos cair pra dentro, fazer tudo de novo e ainda mais. Queremos tocar ao máximo nesse semestre e rodar por aí ano que vem com o disco novo na bagagem”, diz o baterista.

Nesse período de ritmo mais lento, foi quando anunciaram a entrada definitiva de Julio Moreno e a volta de Joe, baixista parceiro de Rex e Morotó dos tempos de Dead Billies. Chegaram a lançar nessa época um single com a música ‘Brezhnev’ (ouça abaixo). A fase não durou muito, com Joe residindo em São Paulo, a banda realizou apenas três shows. “Convidar Joe para voltar pra banda era a solução mais lógica, mas a ideia não deu certo porque logo percebemos que seria muito difícil vencer a barreira da distância, já que Joe continua morando em Sampa. Mas tudo foi resolvido de forma bem tranquila, e ele mesmo sugeriu a entrada de Fábio Rocha”, conta Rex.

Tanto Julio Moreno quanto Fábio Rocha já integravam o tal projeto paralelo de Carnaval, o Retrofolia, e foi natural que acabassem entrando na banda. O antes trio, agora ganha mais uma guitarra, o que segundo Rex tornou o som mais rico em harmonias e deixou Morotó mais solto pra solar (imaginem isso). “Julio sempre esteve próximo da gente, fazendo canjas, faz parte do Retrofolia há muitos anos e vem da escola do blues e do rock como a gente. Fábio faz parte de uma geração que começou a tocar na mesma época na cidade baixa, como eu e Morotó, somos todos de 1972. A integração dos dois ao nosso trabalho se deu de forma muito fácil e enriqueceu demais nossa música. A maior mudança se deu no casamento das duas guitarras”. Os Retrofoguetes estão reativados.

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