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Entrevista David McLoughlin: “tem uma cena fantástica rolando na Bahia”

Em pleno Centro de Salvador, um evento discutia música e promovia rodadas de negócio entre artistas, produtores, festivais e programas de rádio, com profissionais da Bahia, de outros estados e alguns poucos do exterior. O Lado BA trazia uma experiência ainda pouco vista na capital baiana, mas muito necessária, ainda mais para uma cidade com tanto potencial musical. Entre uma atividade e outra, em plena ladeira da Misericórdia, com uma bela vista para a Baía de Todos os Santos, encontramos o irlandês David McLoughlin, que há vinte anos mora no Brasil. Alto, branco e simpático, ainda carregando um sotaque, ele não passa despercebido e não tem como disfarçar suas origens. Mas, como poucos, conhece bem o que anda sendo produzido na música brasileira. O irlandês sempre atuou dentro da indústria, tendo passado por diversas gravadoras no Brasil. Depois de vários anos com a BM&A, uma ONG voltada para o mercado de música internacional, hoje atua no Brasil Calling, um serviço para divulgar música brasileiro lá fora. Sem ter marcado previamente ou ter se preparado antecipadamente, decidimos entrevistar McLoughlin assim mesmo, na bucha, na busca de tentar entender como está sendo vista a atual produção musical brasileira no exterior. Nesse papo, ele falou sobre sua experiência, como essa música brasileira está sendo recebida no exterior, as dificuldades para se chegar ao mercado internacional, deu exemplos de artistas bem sucedidos, falou de rádios, festivais, imprensa e de como a Bahia vive um ótimo momento, mas não consegue levar isso para fora.

Veja também:
Entrevista Jorge Mautner: “A música brasileira é poesia e profecia”
– Entrevista Teago, da Maglore: “Temos uma geração de ouro novamente.

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Eu gostaria primeiro que você falasse de seu trabalho e como é que atua. Como é que se articula e como funciona a BM&A.

David McLoughlin – Trabalhei com várias gravadoras, na Atração, lançando Alípio Martins, Renato Braz, Itamar Assumpção, Jards Macalé, Sine Calmon, uma porrada de artistas, artistas daqui da Bahia e muita música regional. O primeiro sucesso que tivemos foi com a banda Carrapicho. Aquela da música: “Bate forte o tambor…”. O que foi uma coisa fantástica, porque me surpreendeu muito sobre o que é a música brasileira. Sou da Irlanda, sou um punk velho e conheci Tom Zé, Glberto Gil e Caetano Veloso. São referências. Comecei a conhecer música regional: Boi Bumbá, Rasqueado, música do sul, etc. Eu passei muitos anos trabalhando com gravadoras, Eldorado, MCD, Trama… Trama eu trabalhei em todo projeto da Trama para fora. Otto, Nação Zumbi… Eu sou um junkie por música brasileira. Adoro. E por sorte, há alguns anos atrás encontrei a turma da BM&A.

A BM&A é uma ONG em São Paulo que tem um projeto de exportação de música brasileira. Quem banca o projeto é a APEX, para ajudar empresas brasileiras a gerar negócios. Um projeto do dinheiro, financeiro, capitalista. Não é um projeto cultural. Então isso é muito legal porque não ficamos fechados, sabe? “Ah, só pode trabalhar com o que as pessoas acham que melhor representa o que é a música brasileira”. Trabalhamos com rock, com punk, pode ser cantando inglês, espanhol, português, qualquer língua. E dentro do projeto fazemos as feiras de música, o WOMEX, Midem, South by Southwest, fazemos várias feiras: Jazzahead, Classical: NEXT, fazemos projetos de promoção, no passado tivemos um programa na rádio, produzido lá no Reino Unido, fez muito sucesso. De vez em quando fazemos CDs promocionais, fazemos serviços para ajudar os artistas a mandar suas músicas paras as rádios lá fora e também trazemos clientes internacionais para cá. Jornalistas, radialistas, festivais de música, etc.

Aqui na Bahia, no passado, fizemos o projeto do Bass Culture, chamamos vários produtores do Reino Unido para cá, para encontrar com uma turma do Bass Culture, Dub, Reggae, etc. Foi fantástico. Rolaram shows com Os Nelsons, O Quadro, acho que BaianaSystem também, para tocar na Europa e as bandas da Inglaterra, Europa, tocarem aqui (N.E. Na verdade BaianaSystem não participou e sim o Ministereo Público e Soraia Drummond). É um projeto muito pequeno, nós temos um orçamento, ninguém tem salário, então todo mundo se vira também com seus projetos paralelos. A piada é que a BM&A é a Brasil Música e Arte, mas é a Brasil Música e Amor. Porque faz por amor…

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A BM&A foi uma das responsáveis pelo projeto Bass Culture, que realizou intercâmbio entre artistas baianos e ingleses, levando bandas como OQuadro para Londres.

Como tem sido a visão do mercado internacional, jornalistas, rádios, produtores, gravadoras, em relação a essa música brasileira atual? Eles têm uma ideia do que está acontecendo de música brasileira e que ideia é essa?

David: Eles têm, né? Na verdade, envolve muita frustração. Porque tem muita oportunidade perdida. Se você pensa, nosso projeto deve ter, tipo, dois milhões de reais, um milhão de reais por ano. Que basicamente paga as despesas para as feiras de música. Às vezes, pagamos também as despesas para os artistas fazerem os showcases, etc. Nós estamos competindo com Austrália, Canadá, outros países que têm orçamentos enormes. Por exemplo, tem a feira WOMEX, você encontra um radialista da Bélgica, ele fala português por causa do Chico Science. O cara se apaixonou pelo Chico Science e fala: “eu vou aprender o português”. E tem muitas pessoas assim, que são apaixonadas por música brasileira, pesquisam, entram nos blogs, entram nos sites, soundcloud, tudo isso para ver quais são as novidades da música brasileira que estão saindo daqui. Então tem uma turma lá fora que tem realmente bastante conhecimento sobre as novidades daqui. É meio filtrado, às vezes. Porque tem blogueiros, tipo, de São Paulo, que têm seus favoritos, etc. Que são favoritos porque são cool, são hipsters, mas musicalmente não é sempre muito bom.

Mas a dificuldade que nós temos é que estamos aqui na América do Sul. E é difícil para nós. Você precisa colocar seus artistas lá, os artistas tocando lá. Tá rolando. Tem Metá Metá fazendo sucesso na Europa, Bixiga 70 está estourado lá, Crioulo, Emicida, Tulipa… E coisas mais underground: Satanic Samba Trio… Tem coisas interessantes começando a rolar também. A dificuldade que nós temos é a continuidade. Não adianta se a pessoa chega lá uma vez, faz dois, três shows e depois volta para casa. É isso que está faltando no Brasil, sabe? Não tem edital, não tem projeto do mercado para ajudar a pessoa a se colocar lá fora. E por várias razões. Uma das razões eu entendo. É que as pessoas que têm o dinheiro do governo, eles não têm acesso ao nosso mercado. Eles não sabem. Você chega e fala sobre Tulipa. Eles não têm a menor ideia de quem é Tulipa. O que é Tulipa? Eles conhecem o que eles veem no fim de semana, no domingo no Faustão. Muitas vezes até o governo entra em contato. Vamos fazer um evento em Lisboa, vamos fazer não sei o quê. Eles querem Cláudia Leitte, querem Ivete Sangalo, querem uma dupla sertaneja. E você fala: “Cara, coloca Metá Metá. Uma puta banda. Tem as rádios na Europa tocando, tem a imprensa todo mundo falando sobre eles…”. “Nunca ouvi de Metá Metá”. O processo para, se você não tem continuidade.A Europa está em crise financeira lá. Então os clubes estão pagando menos, ninguém paga passagem para as bandas chegarem nesses países. Então se a banda do Brasil não consegue chegar lá, vai tocar uma banda do Senegal, do Mali, da Argentina, dos Estados Unidos, da Irlanda, da França, de outro lugar. Perdemos espaço.

Temos o mesmo problema com rádio, rádio ainda, nos Estados Unidos e Europa, é uma grande formadora de opinião. Fizemos uma pesquisa recente onde os americanos passam uma média de uma hora e meia por dia ouvindo rádio. Eles passam mais tempo ouvindo rádio do que ouvindo MP3, Streaming ou tudo isso. Até os anos 90 tivemos aqui a estrutura de gravadoras, as gravadoras mandaram discos e CDs para as rádios lá fora. Isso parou. Então rádio não pode ter silêncio. Então quando não tem música… Sabe, nos Estados Unidos, por exemplo, os radialistas estão tocando Gilberto Gil, Caetano, Milton Nascimento, etc. Você chega com novidade, eles ficam confusos. Por exemplo, eu vi um radialista famoso lá da Califórnia, que sempre apoia muito a música brasileira e ele tinha um disco da Karol Conká. Ele disse: “Isso não é música brasileira”. Eu falei: “Cara, ela que representa tão bem, sabe, a nova geração dos artistas brasileiros”. Mas porque tem um espaço de tipo, dez, quinze anos, que os caras perderam contato com a nossa música. É um processo, envolve dinheiro, envolve um pouquinho de investimento. A BM&A está pensando na ideia de fazer um serviço digital, pegar tipo, dez discos por mês digitalmente e manda pra esses radialistas, manda para os jornalistas, coloca o encarte do disco, a capa do disco, traduzir para o inglês talvez duas músicas, então o gringo pode pegar o disco e vai… Porque eu quando morava lá em Londres, eu trabalha na loja Town Records e a Town Records era a Meca da música. Eu trabalhava no departamento de World Music. E eu lembro naquela época, todos os discos que lançavam música brasileira lá… Marisa Monte, tudo isso, sempre tinha um encarte com a tradução dos versos em inglês.

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Em sentido horário: Far From Alaska, Metá Metá, Tiganá e Emicida, exemplos de artistas da música brasileira contemporânea bem sucedidos no exterior.

Eu vi agora Emicida lançou o disco dele lá, o vinil, lá no Reino Unido, com o encarte em inglês. Fantástico, porque o cara consegue finalmente entender as letras das músicas, etc. São coisinhas pequenas, mas que fazem a diferença. E tem o projeto da exportação que tem dinheiro pra bancar isso. Que tem a divisão, eles entendem a importância de ter isso. Por exemplo, o Reino Unido tem um projeto chamado British Underground que é bancado pelo PRS. O PRS é a mesma coisa do ECAD daqui. Então eles entendem, sabe, se bandas britânicas podem tocar nos Estados Unidos, Europa, Brasil, isso gera execução pública. Shows, rádio, televisão, tudo isso. E o dinheiro volta para o país. Eles colocam de volta. Aqui não acontece. Também não acontece porque as independentes não estamos tendo força de lobby, quem tem força de lobby são os grandes… Ivete Sangalo, etc. Mas eles não têm interesse no mercado internacional. Se Ivete vai tocar lá fora, em Nova Iorque, é para comunidade de brasileiros. É bom pra imagem dela aqui, mas você não vai abrir mão para passar um mês, dois meses, lutando pra trabalhar lá. Por causa do Jabá, tudo isso, isso tem tantas coisas negativas que rolam depois, porque o setor independente está sempre embaixo do mainstream, né? Isso é uma luta. Voltando, sim, tem radialistas, jornalistas lá fora que são apaixonados por música brasileira, que pesquisam…

Você falou dessa coisa de que tem que estourar. Queria ter uma ideia, em que nível é isso? É de tocar na rádio, fazer shows e ter público, público local?

David: Estamos falando sobre música cantada em português, então isso já entra no mercado de World Music. Se você não canta em inglês, é World Music. E tem os mainstream, as Lady Gagas, Beyoncés, etc. Não vamos chegar lá. Até o dia que tivermos bandas cantando em inglês. Bandas de rock, etc. E tem bandas, nós temos o caso do Far From Alaska. Far From Alaska é uma banda de Natal, faz rock. Fizemos um projeto com eles ano passado colocando músicas deles tocando nos rádios, nos college radios nos Estados Unidos. Fez sucesso. Gerou resultados. Ganhamos prêmio lá na Europa das melhores bandas de rock / hardrock do ano. (N.E.: A banda volta à Europa em junho, onde já tem confirmado show no Download, festival, ao lado de bandas como System of a Dawn, Green Day e Linkin Park) Os cachês são pequenos. Uma banda pequena, 300, 500 euros, vai até 5 mil até 10 mil euros, chutando, mais do que isso, nem Caetano, nem Gil, quando fazem os shows lá fora ganham isso. Antigamente eles ganharam 20, 40, 50. Porque o mercado está bem menor.

O que é estourar? O Metá Metá tem uma gravadora lá em Londres, lançando músicas deles, a gravadora está promovendo os discos para os radialistas e jornalistas que possivelmente não abraçaram o World Music, pessoas mais hipster. Eles estão olhando pra tipo, “Metá Metá só pode ser do caralho, interessante”. Os caras conseguem montar uma turnê na Europa! Lucas Santtana, mais um caso também. E são artistas diferentes. Antigamente os artistas brasileiros sempre tocavam nos festivais grandes, agora eles estão tocando em clubes. É no clube que você monta um público. No festival, muitas vezes você pode colocar macaco batendo bateria. A turma vai lá pra curtir. Você tem os headliners e depois tem os outros. Com sua música tocando nas rádios, presença em clubes, etc, saindo nas revistas, jornais, isso também começou a chamar a atenção dos caras que querem investir em coisas cool, coisas diferentes. Televisão, cinema, videogames. Por exemplo, nós temos FIFA, FIFA Videogames, sempre tem, sempre tem música brasileira, por causa do futebol, etc. Cada vez mais tem mais pessoas no cinema também querendo colocar música brasileira, principalmente nos Estados Unidos. Os Estados Unidos está cada vez mais interessante. Não sei se é por causa da língua, do espanhol, mas os Estados Unidos está abrindo mais para curtir, ouvir, música brasileira. Eu vi recentemente, o filme ‘O Agente da U.N.C.L.E’ que tem uma música do Tom Zé (N.E.: O filme de Guy Ritchie traz a música “Jimmy Renda-se”, gravada em 1970 por Tom Zé, que é tocada inclusive no trailer do longa) . No meio do filme. Tem porrada de artistas lá, é… Tom Zé tá lá no meio. É normal. O problema dos EUA é visto. Tocar lá legalmente tem as despesas, etc.

Dois artistas baianos foram bem tocados nas rádios europeias, há uns dois anos: Tiganá e Jurema. O que é que você acompanhou deles lá fora? Como aconteceu isso?

David: Ajudamos a Jurema com o processo dela colocar as músicas na rádio, etc. Foi legal. Criou uma imagem, ficou dois meses, lá no Top 20 das rádios lá da Europa, foi muito importante. O problema é a parte financeira. Ela sozinha não tem recursos financeiros para aproveitar, para chegar numa feira como a WOMEX, ou, sabe, contratar uma empresa, um empresário, para trabalhar com ela. Tiganá é diferente. Também tem muito a ver com ele, como pessoa. Primeiro, ele faz uma música totalmente original, totalmente diferente. Ele próprio é um cara charmoso, chama a atenção. As mulheres adoram ele e ele conseguiu uma gravadora lá na Suécia para lançar os discos dele lá. A imprensa abraçou ele lá. Tem uma revista Songlines no Reino Unido, que é tipo a Bíblia do nosso mercado do World Music, sai a cada 3 meses, tem uma tiragem, tipo 40 mil cópias, distribuída no mundo inteiro. Então radialistas, jornalistas, todo mundo consome essa revista. Inclusive, já fizemos com eles uma revista, com um CD promocional com música da Bahia, incluindo uma faixa do Tiganá. Super sucesso. No Reino unido estão chamando ele de “O Nick Drake do World Music”. Que ele tem essa imagem… Ele é um artista que eu acho que pode virar um dos top artistas do World Music. Tipo os do Senegal e do Mali, que são os caras principais. Eu acho que ele tem a capacidade, realmente, para chegar lá. Mas o que acontece? Tem o mercado. Então lá fora, a turma vai falar: “Pô, eu quero mais um Tiganá. Eu quero outro artista da Bahia. Outros artistas para aproveitar esse interesse que esse cara está gerando”. E não tem. Vamos falar sobre Bahia: tem uma cena fantástica rolando aqui no momento, tem essa coisa do Bahia Experimental, tem uma cena bem interessante de artistas fazendo coisas novas. Já é difícil para o cara sair do Estado, imagina sair do país. Incentivo no caso eu digo assim… falta o Estado para ajudar esses artistas, falta o SEBRAE local, para fazer oficina, workshop, treinamento, porque, uma coisa é música. Eu sempre falo pra todo mundo, olha todo mundo tem música, música está sobrando. O nosso negócio é, como falei, é amor, nosso negócio é networking, é amizades, você trabalha com as pessoas que você gosta. Então os artistas, empresários, precisam participar desses eventos, feiras, a APEX às vezes olha para nós: “Você fecha negócio em cima da cerveja”. É isso. Sim, nosso mundo é amizade, você senta com o cara, troca uma ideia, começa a assistir o show, e talvez demore um ano, é relacionamento. Também demora para ele confiar em você… Vários Estados têm seus projetos. Minas tem projeto, a SEBRAE no Rio tem projeto, lá, Pernambuco tá sempre presente nos eventos.

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Tiganá e Jurema permaneceram alguns meses entre as 250 mais tocadas das rádios de World music européias, em alguns meses entre as 10 mais tocadas.

Eu queria que você falasse um pouco de sua visão, já que você deve receber muito material, o que você destacaria da música brasileira atual.

David: Vou pegar duas coisas. Uma: Que eu amo porque era uma oportunidade perdida. Que é uma banda de Belém, chamada Coletivo Rádio Cipó. Eles gravaram com a Dona Onete. Ela, agora, tava estourada em Nova Iorque, sabe? Fantástico. Então, qualquer música do Rádio Cipó… Pra mim era o Sex Pistols brasileiro. Porque são moleques com músicas folclóricas misturada a outras coisas. É muito interessante, eu rezava pra essa banda ter condições de crescer. Eles fizeram alguns shows lá fora, na Europa, etc, mas não andou pra frente por falta de apoio local, estrutura, etc. Então vamos destacar o Coletivo e vamos pegar o MC Sombra, que tinha uma banda Somos Nós a Justiça, SNJ, ele faz parte dessa geração do hip hop de São Paulo, que tem Rashid, tem Criolo, tem Emicida. MC Sombra tem uma música que chama ‘Homem Invisível’ (N.E.: A música na verdade se chama “O Homem Sem Face”). Eu gosto dele, adoro o jeito, tem uma coisa na garganta dele que é muito interessante, eu gosto muito. Eu vi que ele também já fez show tipo na… Tchecoslováquia? Estônia. Esses são os dois artistas que eu destaco.

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