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Os cinco principais discos da música baiana dos últimos cinco anos

O site da Livraria Saraiva me convidou para apontar álbuns da música baiana considerados importantes na história, numa lista que de dez obras sugeridas por mim e pelo cineasta, cantor e compositor baiano Jorge Alfredo. Existem os clássicos indiscutíveis, as obras primas lançadas lá atrás pelo seleto grupo de baianos, como João Gilberto, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa, Raul Seixas, Maria Bethânia, entre outros. Preferi, no entanto, fazer uma compilação dos discos mais importante, em minha opinião, lançados nos últimos cinco anos. Quais as obras contribuem para manter a música feita na Bahia como uma das mais relevantes do país. Selecionei cinco discos, mas como em toda lista que se preze, alguns ficaram de fora. Então fica a cargo de cada um inserir o disco que sentiu falta.


FRASCOS COMPRIMIDOS COMPRESSAS – RONEI JORGE & OS LADRÕES DE BICICLETA (TRATORE, 2009)

As belas composições de Ronei Jorge, aliadas à inventividade da guitarra de Edson Rosa e à cozinha precisa de Mauricio Pedrão e Sergio Kopinsky, criam juntas um disco marcante de rock, samba e MPB setentista.

 

 

 

LETIERES LEITE & ORKESTRA RUMPILEZZ – LETIERES LEITE & ORKESTRA RUMPILEZZ (BISCOITO FINO, 2010)
Uma das mais interessantes novidades musicais no Brasil atual, a Rumpilezz, sob liderança do maestro Letieres Leite, lançou um álbum belíssimo, com um incrível diálogo entre a ancestralidade dos ritmos afro-baianos e o jazz.

 

 

 

 

BAIANASYSTEM – BAIANA SYSTEM (GARIMPO MÚSICA, 2010) 
Símbolo da criação musical baiana, em especial o Carnaval, a guitarrinha baiana ganha nova vida ao ser explorada com novas possibilidades e timbragens. O frevo elétrico até aparece, mas o foco aqui é aproveitar os sistemas de som jamaicanos e criar uma música viva, que navega por dub, ragga, afrobeat, música eletrônica e ijexá.

 

 

 

 

ALELUIA – CASCADURA (GARIMPO MÚSICA, 2012)
O Cascadura fez uma magnífica homenagem a Salvador, num álbum duplo conceitual, que fala dos hábitos, personagens e costumes da cidade e mistura de forma natural as guitarras do rock com vários elementos essenciais da cultura baiana, como os atabaques, os ritmos e os toques de candomblé.

 

 

 

 

 

O QUADRO – O QUADRO (COAXO DO SAPO, 2012) 
O desconhecido rap baiano nos revelou um grupo veterano, mas que só em 2012 lançou seu primeiro disco. O resultado é um rap orgânico, que traz as bases da escola do hip hop, com batidas e rimas, mas que vai além, jogando ragga, ijexá, dub, afrobeat, pop, rock e jazz no mesmo liquidificador.

 

 

 

 

 

 

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4 Comments

  1. Roberto Midlej Reply

    Minha sugestão sai um pouquinho do critério dos cinco anos. Já faz uns dez anos que foi produzido, mas acho que merece abrir uma exceção para ele: Batatinha – Diplomacia, produção de Paquito, com participação de Jussara Silveira, Caetano e Gil. Discaço!

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