Para quem gosta de música sem preconceitos - el Cabong

A música parou porque vidas negras importam

Campanhas Vidas Negras Importam e The Show Must be Paused paralisa gravadoras, rádios, artistas e o mundo da música em protesto contra violência racial.

A indignação popular contra o racismo ganhou a adesão do mundo da música. Em respeito e apoio à toda a comunidade Negra, violentamente oprimida no Brasil, nos EUA e em todo o mundo, artistas e empresas da música em todo planeta estão na campanha “The Show Must Be Paused” (o show deve ser interrompido, em inglês), alterando suas atividades normais nessa terça-feira dia 02 de junho. Rádios, gravadoras, empresas e marcas baseadas principalmente nos Estados Unidos interromperam atividades. Entre elas estão Amazon Music, Spotify, Apple Music, Soundcloud, BMG, Vevo, Warner Chappell Music e YouTube. As hashtags  #VidasNegrasImportam, #BlackLivesMatter e #BlackOutTuesday estão sendo compartilhadas nas redes sociais por artistas, entidades e pelo público.

Gravadoras estão com as portas fechadas, sem realizar negócios. Três das maiores do mundo, Universal, Sony and Warner Music, aderiram ao movimento. As rádios norte-americanas estão com transmissões interrompidas. O Spotify está inserindo 8 minutos e 46 segundos de silêncio em playlists e podcast, além de ter modificado as capas de algumas listas. Os canais MTV, VH1 e Comedy Central também ficarão em silêncio por 8 minutos. O número é uma referência ao tempo em que o policial Derek Chauvin ficou de joelhos sobre o pescoço de Floyd.

Os serviços da Apple, como iTunes e Apple Music, colocaram uma mensagem nos aplicativos: “Esse momento pede que todos falem e ajam contra o racismo e todos os tipos de injustiça”. Artistas e bandas como Quincy Jones, Rolling Stones, Strokes, Queens Of The Stone Age e Eminem também decidiram participar da campanha e vao se  silenciar na internet por um dia. Rihanna disse que sua marca de cosméticos Fenty não vai realizar nenhum negócio nesta terça. Katy Perry disse que o momento é de “aprender”.

 No Brasil, a gravadora Deck, a SIM – São Paulo e a rádio Frei Caneca são algumas das instituições que soltara notas em repúdio ao racismo e à violência contra a comunidade negra.

As empresas ligadas ao ramo da música que interromperam suas atividades negociais em todo os EUA são Atlantic Records, Capitol Music Group, Columbia Records, Def Jam, Elektra Music Group, HitCo, Interscope Geffen A&M, Island Records, Pulse Music Group, Reservoir, Republic Records, Sony/ATV, Sony Music, Virgin EMI e Warner Records.

Também estarão engajadas na ação as marcas Amazon Music, Apple Music, BMG, Full Stop Management, Hipgnosis Songs Fund, Kobalt, Live Nation, Milk & Honey, SESAC, Soundcloud, Spotify, Universal Music Group, Universal Music Publishing Group, Vevo, Warner Chappell Music e YouTube.

A Bandcamp foi além e anunciou que, no dia 17 de junho, vai doar 100% de seu lucro para a organização NAACP Legal Defense Fund, um dos principais escritórios de advocacia dos Estados Unidos que luta contra injustiças raciais no sistema americano.

A indignação popular e a campanha teve seu estopim nos últimos dias quando um oficial da polícia assassinou, com o joelho, George Floyd, que já estava sob custódia. A brutalidade da ação gerou uma onda de protestos ao redor do país e diversas empresas do ramo do entretenimento repudiaram o racismo demonstrado pela polícia.

A campanha #TheShowMustBePaused, ou “o show deve ser interrompido”, foi criada por duas mulheres negras da indústria da música: Jamila Thomas e Brianna Agyemang, executivas da gravadora Atlantic Records.

Veja os comunicados de algumas empresas do mercado de música:

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